sexta-feira, janeiro 24

Opinião "A tragédia do Meco"


Carta Aberta a um DUX


Após ler esta carta publicada e republicada em vários blogues do nosso país, acompanhada de comentários e aplausos expressos em palavras, rumei à sala de minha casa e, coincidência ou não, falava-se pela milésima vez da "tragédia do meco". Mostravam-se relatórios das reuniões da comissão de praxe da universidade Lusófona e falava-se deles como quem fala  de actas de maçonaria, ou algo equiparado.

Apesar de concordar com muitas das coisas que nesta carta são ditas, a sua maioria até, e ser um pouco suspeita no que toca à temática das praxes, aqui vai a minha opinião em forma de revolta sobre a "tragédia" que tem vindo a ser pintada de cores falsas nos mais diversos locais dos media

É mais do que lógico que este incidente tenha sido provocado por um ritual de praxe. É quase imediata a imagem que me vem à cabeça quando oiço dizer que o DUX - personalidade que representa o expoente máximo da praxe - foi o único sobrevivente deste momento pouco feliz que se tem falado nos últimos tempos, quando seis jovens são dados como desaparecidos por uma onda na praia do Meco em meados de Dezembro.

Mas daí a invocar a praxe como a justificação peremptória da morte de seis jovens estudantes e descrê-la perante uma sociedade cuja maioria das pessoas não sabe efectivamente o que ela é ou para que serve, na minha opinião trata-se de tapar o sol com a peneira. 

É importante referir que as praxes têm sim o intuito de receber, acolher e integrar os novos estudantes recém chegados a uma nova instituição, curso e/ou cidade incutindo-os na tradição académica e, instruindo-os para o seu crescimento pessoal e profissional. 

Este é e sempre será o ponto fulcral a reter desta matéria. 

Pergunto-me que regulamento de praxe é esse de que a universidade em questão se faz acompanhar, que em pleno dezembro organiza fins de semana diabólicos com rituais "masoquistas" de que temos ouvido falar. Isto porque o ano lectivo universitário tem inicio em meados de Setembro/Outubro e é nessa altura que as praxes fazem todo o sentido. Depois, porque é que era um orgulho para os pais ver os filhos ser activos no seio académico - e continuariam a ser caso nada disto tivesse acontecido - e agora tudo isso é uma tragédia? Porque nenhum deles sabia ao certo o que cada um deles fazia, certamente, como 90% dos pais deste país que têm os filhos a estudar no Ensino Superior. Como praxada que fui, NUNCA fiz nada que não quisesse de livre e espontânea vontade. Terão esses seis jovem sido anestesiados ou tornados robôs telecomandados de um momento para o outro? Terá o Dux virado o novo Deus do século XXI a que todos nós temos de obedecer imperativamente? Será a praxe um momento suficientemente relevante para a pôr a vida em causa? Porquê? Desde quando?

É uma questão de bom senso distinguir o momento em que uma tradição  reposta em Portugal desde 1919 cuja finalidade é a já expressa supra, passa a ser um acto que põe em perigo a integridade física de qualquer ser humano minimamente consciente dos seus actos. 

Assim, é de lamentar a dor de seis pobres famílias que vêem os seus filhos perdidos em prol de uma estupidez em que alinharam sem consciência. Estupidez, repito. Perdoem-me a frieza das minhas palavras. 

Não sou nenhum juiz e o meu blog não é, nem nunca será um tribunal, mas - na minha opinião - tão culpado é o Dux como os seus seguidores. Sinto-me triste, impotente e inconformada ao ver o nome da praxe manchado por sete pessoas inconscientes que não souberam honrar a tradição como deviam perante um país que a quer matar a cada dia que passa. Sinto-me fria e insensível ao escrevê-lo desta forma. Mas feliz por saber que foi a praxe que me ensinou que a vida é uma luta constante pela sobrevivência; que tão depressa estamos por baixo como depressa devemos honrar o compromisso de estar por cima. Que a amizade que nasce nas adversidades certamente perdurará mais tempo. Que contar até dez e respirar fundo evita muitas chatices. Assim como os sapatos do traje, por muito iguais que sejam, têm sempre uma história diferente para contar. 

Por tudo isto não sejamos cegos. Esta é a minha opinião e vale o que vale. Não se trata de discutir se a praxe é boa ou má. Tratei de a assumir como boa e defendê-la. 


Dura Praxis, Sed Praxis
Patrícia Luz
25 de Janeiro de 2014

















quarta-feira, janeiro 22

Noites em claro


Há momentos para tudo. Sobretudo para perceber que tudo não passa de momentos.
Pedro Chagas Freitas


Inverno é sinónimo de frio. E frio é antónimo de amor.
Pensava-o enquanto calçava umas meias polares antes de me enfiar no vazio da minha cama. Arrumava-a e arrumava-me a mim também para mais uma noite em que os lençóis e o edredon pouco iriam fugir do sitio. De olhos postos no tecto, aconchegada até à ponta do nariz, a meia luz e com algumas horas passadas da meia noite, perdidas em crónicas, chá e algum jazz, lembrava-me de quantos casais estariam naquela altura a lutar pelos cobertores, a dormir num abraço fechado ou de costas voltadas sem perceberem bem porquê; do quão parvos eram se assim fosse. De quantos deles dariam realmente valor a isso. E dos que davam, quantos se sentiriam felizes na sua plenitude por o poder fazer. Hoje em dia há que pôr tudo em causa. Afinal de contas ninguém quer partilhar a cama com alguém que a partilha com outrém, quem sabe, em pensamento. Não era nada disso que que queria para mim naquele momento. Nem naquele, nem em nenhum.

Após apagar a luz, os olhos continuam postos no silêncio da noite, no vazio da cama, nos pés que teimam em não aquecer. Insónias: chamam-lhe assim os que não sabem o que é o amor. Amor? Quase amor. Gosto mais de lhe chamar assim. Afinal de contas é isso que nos tira o sono, não é?

«Não consigo dormir a pensar em ti.» Escrevi-lhe.

Se não o podia abraçar naquele instante, então que a noite fosse grande o suficiente. 
Para pensar. Nele,
Em ti. 



«Noites em claro, parte I» 
22 de Janeiro 2014




sexta-feira, janeiro 17


Pai,

No meio da azafama em que me encontro neste momento por não seguir, como devia, os teus concelhos à risca, roubei meia hora à contabilidade para te escrever. 

Para te agradecer. 
Para te agradecer a mulher que sou hoje. Para agradecer os valores que sempre me transmitiste. Para te agradecer a educação que te faz agora orgulhar de mim. Para te agradecer as horas ínfimas de jantar sem que nos pudéssemos levantar da mesa antes que terminasses; e mesmo assim, sem antes pedir licença. Para te agradecer as tardes de férias em que me ensinaste a pegar correctamente na caneta e a escrever pela primeira vez o meu nome aos quatro anos de idade. Para te agradecer os finais de verão comemorados com sapateira e camarão na mesa da rua da nossa maravilhosa casa do Alentejo por que lutaste até não haver mais suor para te escorrer das mãos, como se estivéssemos a jantar na melhor marisqueira do mundo. Por me fazeres trocar o pneu e me ensinares o funcionamento do motor de um carro para não ser mais uma mulherzinha como as que se vêem por aí. Por me teres ensinado a fazer um baloiço em madeira, quando o que eu te pedia era uma barbie para brincar e a distinguir uma chave de fendas de uma chave inglesa. Pelo papagaio que pusemos no ar com mais de vinte metros de cauda - lembras-te da missão impossível que foi? E de quantos dias esteve no ar? De quantas pessoas duvidaram que aquilo voasse? Vencemos juntos! 
Para te agradecer as lágrimas dos verões arruinados a estudar matemática. Os dias em que me tentaste ensinar o alfabeto em código morse e me ralhaste por ainda não saber a tabuada de cór; as horas que perdeste a explicar ao Gustavo a sorte que tinha em não ter que ir para a guerra, e os passeios de bicicleta ao fim da tarde pelas serras mais difíceis de subir, só para poderes desafiar-me a mim e ao mano a sermos os mais fortes e resistentes e elogiar-nos no fim. "A vida é como subir a serra da sonega, se se esforçarem na subida e não desistirem a meio, a descida vai-vos saber tão bem. Não é tão boa aquela sensação do vento a bater-nos na cara quando descemos a mil à hora?". Nunca me irei esquecer de ti, a descascar uma maça sentado no murinho de casa a dizeres esta frase, enquanto o Gustavo comia a maça com os olhos e eu descalçava as sapatilhas para lavar os pés, como sempre, na rua. 
Para te agradecer teres-me ensinado a andar de bicicleta, de patins e a nadar. A mergulhar sem a mão no nariz e a fazer tiro ao alvo com a espingarda de pressão. A marcar golos de trivela ao Gustavo quando ele se armava em guarda redes. Por me confiares todos os teus mais ínfimos segredos. Por depositares em mim a confiança que depositas. Por me teres feito ganhar o gosto pela escrita, pela leitura, pela música, pela boa comida tradicional portuguesa. Por me teres feito começar a gostar de bacalhau, por me fazeres continuar a odiar favas. Por me ensinares a ser poupada e prudente. Por me fazeres o corte de cabelo mais horrivel de sempre e desde então detestar cabeleireiros.
Por me teres sentado um dia à mesa da cozinha e me teres dito que "amar é coisa mais bonita da vida, filha, por isso nunca iludas alguém nesse sentido se não tiveres o propósito de o amar na mesma medida", por me ensinares que "a traição é feia e desumana", por me explicares que "cada coisa tem o seu tempo, e que o tempo é dono de todas as coisas" e que a família quanto maior e unida, melhor.
Por me incluíres em todas as tuas batalhas, por me ensinares a lutar pela justiça mais que tudo e a nunca fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim.

Por todas as fotos que me tiraste e por todos os vídeos que tenho de quando era bebé, onde nunca apareces mas em que estiveste sempre presente. Por te teres dado ao trabalho de fazer uma lista de 102 nomes para me dar e eu ter andado uma semana sem nome à tua pala. Por nunca te esqueceres de salvaguardar o nosso, meu e do mano, futuro apesar de todos os dissabores que a vida nos tem dado. Por me dizeres que estou linda quando estou linda e horrível quando estou horrível e ainda argumentares que "o pai vai ser sempre o teu melhor amigo, nunca te esqueças disso. Quem iria ter a coragem de te dizer estas coisas?". Obrigada!

Obrigada!
Por todas as secas que me pregas sem fim à vista. Pela tua casmurrice pegada. Pelo teu pessimismo. 

Porque sem dúvida alguma que é tudo isso que faz a mãe dizer "és tal e qual o teu pai" e me fazer sempre responder que isso é um orgulho!

És isso mesmo. Um orgulho para mim, a cima de tudo.
No fundo, sei que tudo o que te tenho a apontar são coisas que ninguém faria por mim.
Um beijo, um abraço e os meus mais sentidos Parabéns, PAI.

Que a sorte e a saúde esteja do nosso lado, para que ainda possamos estar ao lado um do outro.






quarta-feira, janeiro 15

Viver: ela, ele e o mar

Parecia que se conheciam há anos. Apesar de lhe poder dizer isso, preferia guardar cada instante como se fosse o último. 
Viver. Guardar cada instante como se fosse o último é isso mesmo, não é?

Viviam.  
O vento fazia os cabelos dela esvoaçar descontroladamente. Naquele momento talvez não se sentisse assim tão bonita como as protagonistas dos filmes românticos que via sozinha aos Domingos à tarde, quando deprimia a comer pipocas e chocolates na esperança de ter quem lhe segurasse docemente a cara com as duas mãos, prendendo assim os cabelos soltos, num daqueles i love you, stay with me desafogados, capazes de pôr termino a mais um final feliz; apesar disso, havia uma calma interior que a abrigava de tudo e de todos naquele lugar. Como som de fundo ecoava o mar. Um mar que não era o de sempre, encomendado a propósito, quem sabe, por um Deus qualquer. As ondas erguiam-se como não é costume e embatiam com a força de mil homens naquele recanto de terra, proporcionando aos de mais que por ali andavam um espectáculo que poucos se irão esquecer. Do lado de cá, estavam eles. Na cabeça dela, pouco mais importava além deles. Ele e o mar.
Abraçada às suas costas, com o olhar posto no horizonte por cima do que o seu ombro a deixava ver e as mãos encruzilhadas num abraço sem fim, protegia-se da atmosfera salgada que teimava em não dar tréguas. Lembrava-se da sua terra, do seu pai e dos sábados de manhã passados junto ao mar quando era miúda; lembrava-se como a vida dá voltas e como a última volta a fazia estar agora ali, abraçada a um porto seguro que ainda não era o dela. 

Fechava os olhos. Fechava os olhos e abraçava-o com força. A magia das coisas está na maneira como queremos olhar para elas. E com os cabelos a esvoaçar naquele abraço fechado, a magia das coisas estava onde ela menos esperava: entre o som do mar e o seu coração. 


Fazes-me bem. Tu e o mar.

Patrícia Luz
15 de Janeiro de 2014
Ben Howard



sexta-feira, janeiro 10

(...)

Outro dia pus-me a pensar no amor. Outro dia, que podia ter sido há uma hora atrás. Uma romântica assumida nunca se consegue libertar muito bem deste síndroma. Andamos sempre com ele de mãos dadas para todo o lado. Usufruímos dele a toda a hora. Os olhos de uma pessoa assim vêem sempre além do que estão a ver, sentem sempre mais além do que querem sentir. Momentos são mais do que isso. E "mais do que isso" chega a dar-nos muitas dores de cabeça. Mas muitas alegrias também. 
O amor não é só drama. O amor nem devia ser drama nenhum. Amor por si só é amor e pronto. Sem mais nada a acrescentar. O resto é o resto.. e isso já são misturas de amor com outras coisas.

Pensava. Pensava como o amor existe em duas dimensões distintas. 
O amor efectivo e o quase amor, que não deixa de o ser. Distinguem-se pela presença física. O amor efectivo está dentro de um abraço fechado, de um edredon enrolado ou de um segredo dito com a boca noutra boca qualquer; nas mãos encruzilhadas, no perfume, no toque, no olhar. O quase amor, está na ausência disto tudo, está em pensamento, está no que ficou por fazer, no que se sonha fazer ainda; está na saudade, no desejo, no silêncio do quarto e da noite, numa música ou numa imagem qualquer. Tão simples quanto isto. Apesar disso, creio que há tanto amor numa coisa como noutra. Afinal de contas, que amor é realmente amor se não o é na presença e na ausência?

Pensava nisto porque pensar em ti e no quanto gostava que estivesses comigo quando deito a cabeça na almofada, é uma boa definição de quase amor, não achas? (...)


Patrícia Luz
10 de Janeiro de 2014





quinta-feira, janeiro 9

(a)mar


(...)

Olhar para ti é encontrar-me. É perder-me também. Há um paralelismo entre mim e aquilo que és um bocado difícil de explicar, mas fácil de sentir. Vivo-te quando te vejo, te oiço, te imagino. Sabe-me bem viajar até ti. Sabe bem confiar-te segredos e esperar que os guardes para a eternidade. Sabe bem ver-te vivo, ambicionando abraçar a terra em dias de tempestade e despi-la de ti em dias de calma. Fazes-me bem. Transmites-me serenidade. Talvez, tudo o que preciso neste momento.
Gosto de olhar para ti. Gosto de me perder e de me encontrar vezes sem conta num só dia, em ti.









sábado, janeiro 4

Hi! 2014

Chuviscava. 
Pensava para mim como aquelas gotas caídas do céu me pareciam lavar a alma. Muitas gargalhadas se despediam dos últimos minutos do ano envoltas em garrafas de espumante por abrir e beijos por dar. Por entre a multidão, descodificava as caras que faziam sentido permanecer na minha vida e deixava passar outras que ainda dela não faziam parte; por ora, algumas já dela tinham saído. Nunca dei grande importância a estas festividades. Escolher o sitio para passar o ano quase sempre foi um arrasto e não uma iniciativa. Apesar disso, não me tirem o mar nem o fogo de artificio. Pouco mais importa. Existe alguma coisa sagrada na junção de ambas as coisas neste que é, talvez, o momento celebrado por o maior número de pessoas em todo o mundo. Há algo de tão nostálgico que me abarca naqueles dez segundos de contagem decrescente para o explodir do primeiro foguete que nem eu própria sei explicar. Seguem-se os abraços, os beijos, os gritos e as felicitações entre amigos. Um minuto, nos dez ou vinte que se seguem, a sós. Preciso sempre deles para mim. Quase sempre lavada em lágrimas, que como a chuva, sempre me lavaram a alma. Pela primeira vez este ano, fugi à regra. Talvez por achar que nunca transitei de ano com a alma tão leve.

O som estonteante dos foguetes murmuram-me no fundo os dissabores, as mágoas e os momentos explosivos daquele que foi um ano marcado pela mudança em todos os aspectos. Pelos olhos consomem-me as luzes multicolores trazendo-me cada uma delas fotografias instantâneas à memória, como quem desfolha um álbum em segundos. Em tom avermelhado, daqueles que foram os foguetes mais bonitos, veio o verão, a parte boa do verão. As noites quentes com amigos, as cervejas depois do trabalho, as tardes soalheiras na piscina ou na praia, os pôr de sol e os banhos de lua. O surf, a música, o cheiro a areia molhada. A saudade. Em tons de azul, as paixões que não passaram disso mesmo. Os arrepios no estômago, as borboletas no ar. As conversas do politicamente correcto e os abraços de quem não tem nada a perder. Espaços mortos que nos fazem aprender a viver. A verde, a esperança; os objectivos, as metas por cumprir, um livro aberto, o que realmente nos faz respirar de peito cheio e sangue nas veias. O que obviamente transitará dentro de nós: o futuro. E por fim os morteiros, agressivos, que representam tudo o que morreu ali, fazendo parte para sempre da nossa vida e da história que temos para contar, mas guardado num baú a que chamamos ano dois mil e treze e ao qual podemos voltar para nos lembrarmos o que rimos, o que chorámos, mas sobretudo o que aprendemos. 

Dez minutos. Dez minutos de olhos translúcidos postos no céu e ouvidos selados; braços caídos ao longo de um corpo que não está de todo ali. 

À minha volta um novo ano começa.
Os namorados beijam-se sofregamente como se não houvesse amanhã. As famílias protegem-se. Simultaneamente, as rolhas do espumante ouvem-se como tiros de pressão pelo ar a um ritmo alucinante. Comem-se as passas e pedem-se desejos. Novos amores nascem no entusiasmo dos copos ingeridos em excesso, muitos terminam pela mesma razão. Outros apenas se despedem. Os amigos abraçam-se. E muitas desculpas se pedem. O dinheiro é insignificante. Fotografam-se todos estes momentos sem dar por ela. Conectam-se todos os telefones apenas às pessoas mais importantes da nossa vida naquele momento. Vive-se Intensamente!

No fundo, se o ano inteiro se converte-se naqueles dez minutos, talvez tudo soubesse realmente a vida.



Que dois mil e catorze seja memorável!
Que a mudança nunca me falte, 
que o amor seja realmente amor, 
que desculpas não fiquem por pedir, 
que a sinceridade abunde,
que a amizade cresça,
que não falte emprego,
que a crise de valores a que se assiste mude de rumo,
que o sexo tenha um bocadinho mais de amor, 
que a vida seja feita de coisas insignificantes com muito significado. 

O meu obrigada aos que perdem um bocadinho dos seus dias a vir aqui. A esses os meus votos sinceros de saúde, amor e sorte neste ano que agora começa! ****