quarta-feira, dezembro 30

2015/2016

Se tivesse que descrever o ano de 2015 numa palavra, aplicava-lhe a “APRENDIZAGEM” como rótulo, assim mesmo, com letras maiúsculas e sem rodeios. 

E como dói aprender... 
mas depois nos dá um gozo do caraças. 

Este ano aprendi em todos os sentidos da minha vida. Profissionalmente, muito mesmo. Pessoalmente, demais até.

sábado, dezembro 12

Ser feliz é ...



comer o meu prato favorito, abraçar quem me faz falta, ler um livro na praia, escrever no silêncio da noite, sentir a brisa do mar na cara.  É acordar ao lado de quem me faz bem, ouvir artistas de rua, ver crianças de mão dada a sorrir sem saberem porquê. É olhar um estranho e ter a sensação de o querer conhecer. É surpreender alguém. 
É dar o que não me faz falta. É andar descalça... em casa, na praia, no alcatrão quente, a andar de skate. É ver os peixes no mar. É deitar-me no tapete do meu quarto, com bossa nova, jazz, hiphop ou fado a dar em alto e bom som. É fotografar momentos. É perder horas a editar fotografias.
É a pele salgada e o cabelo queimado do sol. É andar de bikini e chinela no pé. É dormir na relva do jardim da casa da praia. 

segunda-feira, dezembro 7

"Meu amor, 
nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!"

Ary dos Santos


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sábado, novembro 28

Melhor de mim

Posso não ter uma lista infindável de amigos. E se assim é, foi porque eu escolhi que assim fosse.

O meu telemóvel pode passar semanas sem tocar. E posso estar meses sem os ver. Mas os meus, os que por alguma razão mereceram um lugar privilegiado na minha vida, são os melhores. São intemporais e inesquecíveis.

Nunca sorrirei para quem não quero, porque essa é a maior hipocrisia que o mundo criou. Mas darei sempre a mão a quem me quer mal, porque Deus ensinou-me a oferecer o que tenho.

E o que tenho neste momento é um obrigada do tamanho do mundo para deixar aos que tornam a minha vida em algo melhor a cada dia.

Um beijo,
Pat

As fotos não tem ordem e com os melhores quase nem tenho fotos.




























domingo, novembro 22

Dos Açores até Sevilha

Há dias em que nos sentimos sem pé. A nossa vida perde o sentido quando o norte nos foge ao largarmos a mão de alguém. 
Segunda-feira depois do trabalho procurei um abraço. 
O melhor abraço do mundo. 
Um abraço tão grande que me transmitisse a energia suficiente para ser a mulher mais forte só uma vez mais e enfrentar todas as batalhas a que a vida me propunha. 

Lá encontrei alguém mais fraco do que eu. 

E dos meus braços fiz o colo mais seguro. Da minha fraqueza, a força de sempre. 
Quando o encontrei estava triste. E apertou-me com a força de quem só precisava de consolo, como eu. 
O abraço que nunca lhe neguei. Mesmo nos dias em que me fez mal e eu sabia. 

Este foi só mais um. 

Se há dias em que Deus nos põe há prova, Terça-feira foi um deles. 
Nunca me esquecerei do dia em que fui sozinha pra sevilha, com o coração e mais umas brochuras na mão. 

E venci.

Patrícia Luz
22 de Novembro de 2015

P.s. Obrigada ao José que foi uma luz ao fundo do tunel.














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domingo, novembro 15

Açores - Parte II

Como o prometido é devido, aqui temos o segundo dia à descoberta da Ilha de São Miguel. 

Bem, não poderia deixar de tecer uns elogios à cama do hostel e por isso é mesmo por aí que vou recomeçar. Depois de um dia bastante preenchido como foi o primeiro, posso-vos dizer que se torna dificil abandoná-la, pois é quase como uma nuvem enorme e fofa onde nos sentimos no céu. 

Mas céu era o que já viamos pelas gretas da janela. 
Era hora de dar corda aos sapatos. 

Aproveitámos uma pequena mercearia localizada ali ao lado para tomar o pequeno almoço e comprar alguns reforços para o resto do dia e lá fomos nós. 



Demos um pulinho à Caloura, uma pequena aldeia localizada junto ao mar, na esperança de encontrar uma piscina termal no oceano. Apesar da vontade ser muita em mergulhar na àgua cristalina de fundo preto, optámos por nos guardar para a tarde (1ª e 2ª fotos).


 Rumámos de seguida a Vila Franca do Campo. Lá é possível avistar o ilhéu da Vila, com uma lagoa enorme de água salgada no meio. Em tempos antigos, terá sido - como a maioria das lagoas da ilha - a cratera de um vulcão de menores dimensões, que emergiu do fundo do oceano.  




Ainda antes de almoço, a caminho das Furnas, fizémos uma paragem num pequeno monte chamado Castelo Branco. 
Bem!!! A paisagem é indescritivel!
A lagoa das furnas a contrastar com o branco das casas e os prados lá em baixo. A imensidão de mar a perder de vista... a brisa do vento a bater-nos na cara. As vacas malhadas na sua vida pacata junto a este morro inclinado, onde a maioria dos visitantes são turistas como nós.

Que paz! Que cores!  

Aquela sensação de quero-ficar-aqui-para-sempre!

Ficámos ainda a saber, que noutros tempos este era um castelo usado para vigia dos barcos de mercadoria que vinham buscar laranjas ao arquipélago. Quando os barcos eram avistados ao longe, eram dadas ordens para que começasse a colheita. 


Ir aos Açores e não provar o cozido das furnas é quase como ir a Roma e não ver o Papa.
Num instante descemos o morro do Castelo e chegámos às caldeiras das Furnas. Mesmo a tempo de ver o levantamento das panelas dos diversos restaurantes da zona que se faz por volta das 12.30h. 
O cheiro a enxofre no ar, inclui-nos numa atmosfera completamente diferente da que estamos habituados. E pensar que podemos comer inúmeros pratos cofeccionados somente com a temparatura do interior da terra é algo fascinante. 

Curiosidade: O cozido demora cerca de seis horas a estar pronto. Sendo por isso colocado todas as manhãs nas diferentes caldeiras. É ainda possível comer polvo, pudins e outras iguarias ali preparadas. 





Para quem não quer olhar a preços, este é sem dúvida o sitio que vos recomendo para comer o cozido vindo directamente das furnas para a mesa: DI-VI-NAL!

Foi no Terra Nostra Garden Hotel que nos sentámos a saborear este almoço, que nunca me irei esquecer. Este foi ainda eleito o melhor hotel de quatro estrelas da europa para relaxar. 

Ah! E a parte boa é, que... quem almoça no restaurante tem direito a entrada gratuita no parque Terra Nostra, que é impensável não visitar!! 








O parque Terra Nostra é talvez o parque natural mais brutal que já vi na vida! 

Desde as folhas das árvores de mil e uma espécies e cores, altas de perder de vista, aos cogumelos no chão, o som dos pássaros por toda a parte, o verde misturado com a enorme piscina de águas termais de enxofre. O Jacuzzi Natural!!UAU!

Lindo demais!






 Ali bem perto, existem ainda as piscinas termais da Poça da Beija. 

É caso para dizer que o que nós queriamos mesmo era estar de molho e conhecer o máximo de termas possível, por isso, pegámos em nós e demos um pulinho até lá. 

As piscinas da possa da beija são quase consideradas o SPA público ali da zona. Onde a maioria das pessoas, além dos turistas, aproveita para relaxar depois de um dia de trabalho. 


Aqui, existem cerca de cinco piscinas diferentes, com temperaturas de água também diferentes. Umas de água mais fria e outras de água bem quentinha! 

Passei o tempo todo a imaginar como seria estar ali de noite e a chover, já que estas piscinas estão abertas até às 23horas... e não é que, foi o que aconteceu? 

Mais um momento que não consigo transpor em palavras para aqui. A sensação de em pleno Novembro estarmos à noite, mergulhados numa poça de água quente, com pingos de chuva fria a cair-nos sobre a cabeça... Percebem agora porque lhe chamei a "Amazónia Portuguesa" certo? 


Confesso-vos que com o cozido que comemos ao almoço, pensei mesmo que me aguentava até ao dia seguinte de manhã sem comer ehehe! Assim, aproveitámos a última noite para desfrutar da sensação de estar no hostel, já que sendo o tempo tão curto, pouco sobrou para que o aproveitássemos. 

Terminámos a nossa estadia com queijinho da ilha e ananás de são Miguel. 
Um chazinho e um jogo de damas sobre a mesa. 



Viajar é sem dúvida a melhor coisa que podemos fazer na vida. 
E esta é sem dúvida uma viagem que nunca me irei esquecer. 
Por tudo. 
Em especial por quem me acompanhou. 

Um beijo, 

Pat