quinta-feira, fevereiro 12

Tipos de Pessoas

«A quem me deseja o mal, eu desejo o bem. Cada um oferece aquilo que tem.»

Há dois tipos de pessoas no meu dicionário. As que eu adoro e as com quem eu não simpatizo,  dispenso meios termos. Não odeio as segundas, nem lhes corto a oportunidade de me surpreender pela positiva - anseio que o façam; simplesmente não insisto em gostar delas. Ou do feitio delas. 

Respeito-as o suficiente. Ao ponto de me pôr sempre a mim em cheque primeiro. Respiro três e quatro vezes quando o feitio delas choca com o meu.

Acho que não devemos odiar pessoas. Faz-me uma ligeira impressão quem o faz e quem o diz. Nunca sabemos quando a nossa vida depende delas, quando trincamos o próprio veneno e morremos engasgados com o ódio que nutrimos pelos outros. 

Acredito que o que damos, é reflectido para nós em dobro. E como eu desejo muito bem à minha vida, não me preocupo em desejar o pior à dos outros. Contudo sei que nem todos pensam assim. A inveja transforma muitas pessoas aparentemente boas em atitudes que as desmascaram aos olhos dos mais atentos. E mal de mim e de quem me fez tão perspicaz. 

 Eu não odeio pessoas. Mas também não finjo não ouvir o que me incomoda. Não sorriu quando não acho graça. E não compactuo com quem perturba a minha paz emocional. Já lá vai o tempo. 
Pelo contrário, desejo o bem a todas as pessoas que me tentaram fazer mal por alguma razão. As que me tentaram passar a perna em algum momento da vida. As que me magoaram. As que sairam da minha vida antes de fazerem parte dela. Não me esqueço delas. Não deixo de lhes dar a mão. 
Porque aprendi ao longo dos tempos, que o bem é a melhor maneira de castigar quem usou todas as facas que tinha contra nós. O bem é a melhor solução para a guerra. O bem de verdade.

Chapadas de luva branca fazem bem ao mundo. E à consciência.

Há pessoas que parecem ingénuas. Há pessoas que parecem parvas.
Há outras que não se chateiam com nenhuma das pessoas que as fazem passar por ambas as coisas. 
Porque pessoas inteligentes o suficiente só se deixam comer quando querem. 

E muitas deixam-no vezes o suficiente para perceber o quanto não simpatizam com alguém.
Pessoas inteligentes tiram conclusões em silêncio. 

(Rezem por não conhecerem o dia em que decidirem fazer barulho.)

Patrícia Luz
13 de Fevereiro 2015

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2 comentários:

  1. encontrei o teu blog por acaso enquanto pesquisava algo na net, adorei a tua forma de escrever e o teu sorriso. continua a sorrir, pois tens um sorriso lindo. ps: desculpa ter comentado no teu blog, mas nao resisti.

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    1. Obrigado Nuno pelo feedback :)
      Ora essa! Continue a vir cá que é muito bem vindo!

      Beijinhos,
      Patrícia

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