terça-feira, março 31

Eu avisei

«A culpa não és tu, sou eu»

Tretas. A culpa és tu.
Esta é só a desculpa ideal para dizer que no fundo alguém é suficientemente boa pessoa, mas não é tchana, não é top mundial. Que não me faz suspirar dez vezes ao dia por pensar que não a posso ver, ou querer saltar do aquário mesmo sabendo que posso morrer no minuto a seguir. Dizer-te que a culpa é minha é a desculpa ideal para não te fazer sofrer. Para te explicar que sou um falhado por insistir em bater com a cabeça no que me faz mal, mesmo que tenha encontrado o tesouro mais bem guardado do planeta dentro do teu coração. 

A culpa é tua. Porque não me encheste as medidas como pensava, porque não acompanhaste as expectativas. A culpa é minha por me desiludir e não ter coragem para o dizer assim, pão pão, queijo queijo. A única solução é esta: arranjar o meio termo. É tirar-te um peso de cima. É deixar a porta entre-aberta, ou fechá-la muito devagarinho para não perceberes que te bateu mesmo em cheio na cara. Quase no momento em que estavas pronta para abrir a boca e vomitar tudo cá para fora. 

O problema não é meu. Mas eu finjo que é.
Só para tirares o cavalinho da chuva e não dizeres que não te avisei. 

Patrícia Luz
1 de Abril de 2015

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domingo, março 29

Parte I

sou filha da sombra, da luz e do mar
uns dias sol, outros o luar.
sou brilho nos olhos e coração nas mãos
pedaços de terra, metade de chão.
Sou os pés no céu e a cabeça na terra,
quem um dia me der, tanto dá como leva. 
sou sorriso na cara e chuva interior
em cada sufoco há um causador. 

Patrícia Luz 


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Sunday mood

«Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia, é, por si só, uma vida»
Sêneca

Tenho um brinquedo novo. Amigos novos. Hora de Verão no relógio. Temos um carro, sol, mar, calor e praia. Vivemos no Algarve. Se o nosso Domingo não fosse óptimo era porque não sabiamos viver a vida. 

As fotos falam por sí, talvez amanhã me decida a falar por elas.

Patrícia Luz
30 de Março 2015















   

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quarta-feira, março 25

Primeiras Impressões

« Não é a primeira impressão a que fica. É a última. Certifica-te apenas que a primeira não é a última» Aldo Novak


Não gosto de primeiras más impressões. Há um sentimento que nos aniquila a voz, que nos aperta o coração e nos faz jogar na defensiva. 

Odeio jogar na defensiva com pessoas que ainda nem conheço. Odeio ter que conhecer pessoas com um pé atrás e mil espadas no bolso para o que der e vier. Odeio sorrisos amarelos e mãos escondidas atrás das costas. Aquele sentimento de que alguém está a falar connosco como se pudéssemos vir a ser os melhores amigos, mas que no fundo está a pensar na melhor maneira de nos deixar sem palavras, de te apunhalar pelas costas ou chutar-te para canto. Quase como um abraço estrangulador de uma cobra venenosa qualquer. 

Não tenho paciência para mulheres. Mulheres picuinhas. Mulherzinhas. Menininhas. Seres que não tem muito mais para fazer além de amar a vida dos outros. Dos outros. Porque a sua é demasiado frustrada pelo mau feitio que ninguém aguenta. Porque não sabem bem o que querem ou porque perceberam tarde demais. 

Não tenho paciência para ir ao cinema, quanto mais para ser actriz principal de cabeças psicóticas. 
Poupem-me a teatros e más línguas. 

O meu nome do meio não é parva. Mas talvez o meu último incomode muita gente.

Patrícia Luz
26 de Março

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terça-feira, março 24

Comer bonito




O meu post de hoje é diferente do habitual. Se há coisa que eu adoro é comer bonito e fotografar comida! Há algum tempo que andava para vos deixar algumas amostras dos meus pequenos almoços para vos inspirar. Fácil, rápido e super apetitoso, quer à boca quer à vista! Fica a sugestão, especialmente para quem, como eu, iniciou esta semana a maratona verão fit 2015! 

Quando experimentarem, mostrem-me!! Beijocas

Patrícia Luz
25 de Março de 2015

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segunda-feira, março 23

Dez para as nove.




Eram seis quando acordei. O ship automático já quase não precisa de despertador. 
A claridade da janela anuncia as horas. Durmo com ela aberta para ser mais fácil.
O corpo todos os dias me pede um pouco mais de cama. Mais um minuto que seja. 
Fecho os olhos. Consigo dormir mais num minuto do que numa noite inteira. Sabe-me pela vida. 

Sou aquela anormal que põe o despertador para tocar três minutos depois, com medo de adormecer até ser hora de almoço. Aquela que se enrola no edredon sem ver uma frexa de luz e sussura em modo de negação o ter que escolher o que vestir, o que comer, o que calçar, o penteado ou o batom. 

Sou aquela que se senta na cama a olhar para o vazio, enrolada na toalha de banho, a pensar em nada, a ver os minutos a passar, a ficar atrasada, ... e ainda assim a optar por esquecer tudo isso e limitar-me a escolher uma música qualquer para começar a manhã.

Sou aquela que acorda para a vida num sobressalto, com a música a tocar, os minutos já passados, a roupa já vestida, o batom já posto, a mala já arrumada, a chave já metida no carro, os bons dias à mãe dados à pressa, o estômago a dar horas, o deposito do carro vazio e a bomba cheia de gente.  

Dez para as nove. 
Se chegar atrasada a culpa não foi minha.


Patrícia Luz
24 de Março de 2015

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domingo, março 22

Weekend


«Quando morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar.»









      

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terça-feira, março 17

Four Oceans Powered by Forum Algarve 2015






Porque "o bom filho à casa volta", não podia deixar de registar o meu regresso a este recanto de paraíso a que tanto dou valor. 

Gostava também de realçar a excelente evolução positiva do Clube de Surf de Faro, bem como transmitir como é óptima a sensação de estar perto dos meus, mesmo que passem anos sem os ver.

Já dizia um amigo meu, nós podemos dar muitas voltas ao mundo, mas o mundo sabe perfeitamente onde nos deixar parar. 

Ficam algumas fotos que tirei este fim de semana, e o video do campeonato.
Boa semana para todos!

Patrícia Luz
18 de Março de 2015

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sábado, março 14

Essencia


- «Porque é que és assim?»
- « Assim como?»
- «Estúpida. Fria, com um coração mole.»

(Poucos sabem que é o que os apaixona) 


Eu sou assim porque vesti uma armadura de ferro por todo o tempo em que me comeram a carne, o osso e me destruíram a alma. E se algum dia alguém tentar mudar isso é bom que venha apetrechado o suficiente para abrir guerra, e consciente de como saber perder. 

Há coisas que nós deixamos que aconteçam na nossa vida. Há outras que só se repetem se nós deixarmos.

Patrícia Luz
15 de Março de 2015

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segunda-feira, março 9

Day off

« Não há vagas para quem não aproveita as oportunidades»

Fui convidada pela Universidade do Algarve a palestrar e testemunhar o meu percurso enquanto estagiária que ficou na organização onde actualmente trabalha e estou super feliz por poder passar a mensagem de que sem trabalho, empenho, preserverança e sobretudo esperança, não há canudo que nos valha. 

"The success has a universal language that everybody would like to talk, but very few learn how to do it".

Patrícia Luz 
10 de Março de 2015

           

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domingo, março 8

Dia da Mulher

Acordei cedo. Queria ter dormido pelo menos mais três horas mas o meu despertador intrínseco não me deixou. É o habito. Nós queremos desligar o ship mas ele insiste em conectar-se com o mundo. Estava chateada comigo mesma. Cansada e sem conseguir que o meu corpo percebesse realmente isso. Tinha as malas de um lado do quarto abertas a olhar para mim e o relógio do telemóvel a despertar três horas depois na minha mão, enquanto me tinha decidido a correr as redes sociais e me deixar por mais cinco minutos, de cada vez, na cama, mesmo que o sono não tenha voltado. 

Dia da mulher e eu a ressacar do sono que não tinha, com uma viagem de trezentos e cinquenta quilómetros pela frente e um avião tele-transportador no pensamento, que me viesse buscar de pijama, me fizesse as malas e no mínimo aterrasse na minha outra cama, só para não ter muito trabalho quando chegasse. Foi então que o despertador tocou pela terceira vez consecutiva e os raios de sol romperam as frexas dos cortinados mal fechados na noite anterior e me decidi finalmente fazer à vida (odeio tanto ser preguiçosa, mas é tão bom ao mesmo tempo, não é?).

Vesti o primeiro trapo que me veio à mão, lavei a cara, os dentes e tomei o pequeno almoço. Pus hozier a tocar aos altos berros e fiz as malas num ápice. Ainda deu tempo para ler a revista no terraço do quarto e ver como Lisboa é linda quando está debaixo de sol. Pudera, depois de perder dois autocarros, claro que havia tempo para tudo.

Apanhei um taxi com uma hora de antecedência do terceiro só para garantir que tinha mesmo de regressar para os braços da minha mãe e romper os laços que tanto me unem ultimamente àquela cidade e foi assim que me sentei no banco do terminal, para não variar muito, a observar e a divagar o que me passava pela frente. 

Casais de namorados despediam-se, outros reencontravam-se, enquanto organizava a papelada que tenho na mala. Mulheres de braço dado com ramos de flores, corriam para apanhar o autocarro cuja partida era anunciada na voz inconfundível do terminal. Atrasaram-se no último beijo de despedida, ou talvez quem sabe, também elas tenham preferido adiar o despertador mais cinco minutos como eu. Policias vagueavam com as mãos atrás das costas de um lado para o outro, enquanto algumas crianças tiravam o sossego aos pais que as acompanhavam. 
Foi assim que dei por mim a olhar para uma rapariga cega, a sorrir. Como se as pessoas cegas não podessem ser felizes. A sorrir muito e com um cão guia pela mão. Falava ao telefone; descrevia o lugar onde estava como se visse melhor do que eu e enquanto isso, o cão enrodilhava-se nas pernas dela para que se sentisse segura. Muito bonita e muito bem vestida. Pelo menos, o sorriso transparecia isso.

Passado pouco tempo vi-a entrar no autocarro, acompanhada do seu fiel amigo para o qual o motorista sorriu como se de uma pessoa se tratasse enquanto rasgava o bilhete que ela segurava nas mãos, sem que soubesse bem a quem o estava a entregar. 
Não há palavras para descrever como todas as pessoas pararam para observar aquele momento, como se fez silêncio só para a ouvir agradecer entre dentes enquanto o cão lhe descodificava os degraus abanando a cauda como se fosse o homem mais feliz do mundo por a ter a seu lado. 

"Coimbra". 
Talvez fosse estudante...
Não sei. Mas fez-me sentir a mulher mais inútil à face da terra. A mim e a mais umas quantas que por ali estavam. 

Exemplos de M grande. Que nos fazem sentir realmente pequenas.

Patrícia Luz
9 de Março de 2015




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Princesas Trabalhadoras


« Trabalhe com aquilo que você ama, porque não se pode esperar cinco dias para aproveitar apenas dois no fim de semana.»  Mário Testino 

Depositar o melhor de mim em cada coisa que faço é um lema que sigo desde há muito tempo, mas acho que nunca o conseguiria levar à regra se não gostasse realmente daquilo a que me proponho fazer. 
Acho que o trabalho deve ser encarado como a simbiose perfeita entre o querer fazer, o gostar de fazer e o fazer bem. Quando estas três coisas estão em sintonia, é meio caminho andado para sermos felizes. 

Depois de aproximadamente 1.300 quilômetros percorridos numa semana, duas línguas faladas e alguns sotaques diferentes, cerca de 60 agências de viagens visitadas e algumas reuniões feitas, dois países, sete cidades, três hotéis, duas semanas de trabalho e muuuito poucas horas de sono, eu e a Ana somos muito felizes juntas a fazer o que fazemos, porque é com alma. Porque somos duas forças e puxar para o mesmo lado e com um objectivo comum: honrar os nossos compromissos e viver o melhor da vida. 

Como prometido, ficam os bocadinhos que fui conseguindo fotografar para vocês.  

Patrícia Luz
9 de Março de 2015






Hotel Vila Gale Coimbra****
 Hotel Porto Palácio *****
 Hotel AC Palácio de Vigo, by Marriot ****

Hotel Vila Galé Coimbra ****

 Porto à noite


 Aliados, Porto
 Vigo, Galiza, España

 Playa de Sanxenxo, Galiza, España
 Restaurante Belalola, Vigo, Galiza, España - muito bom, staff muito simpático, bom serão!

 Pastelaria Castellanos, Vigo, Galiza, España - Comemos o melhor muffin de sempre e para mim que adoro decoração... foi amor!



Hora de Trabalhar! Modo: emails, música e fotos!

                                                                   

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