domingo, junho 28

«Have Fun Today»

















Mar, mar, mar,
que me lavas a alma,
que me deixas buscar
toda minha calma...

Mar, mar, mar,
que me levas e me trazes,
a saudade e as respostas,
do amor e do azar.

Mar, mar, mar,
Que seria de mim,
Se não te tivesse,
Sempre aqui.

Patrícia Luz

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sábado, junho 27

Heart Beats


De que cor é o teu coração?

Tricolor. 
Livre, ponderado e cheio.
De ti.

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terça-feira, junho 23

Apaixonava-me


«Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.

Se voltarem é porque as conquistei,
Se não voltarem é porque nunca as possui.»
Jonh Lennon





Apaixonava-me por ele todos os dias. 
Acordava mais cedo para o ver dormir. E adormecia mais tarde para poder ouvir a respiração profunda do lado de lá da cama, quase a um quilómetro de mim. Era a primeira a tomar banho porque sabia que os últimos minutos da manhã valiam ouro. Preparei-lhe o pequeno almoço quando fugia para ir correr e esperei até de madrugada que batesse a porta para saber que estava bem. 

Apaixonava-me nos dias em que cantava de manhã enquanto se despachava e nos dias em que me abraçava porque não estávamos bem. Em todos os que o recebi de viagem com o jantar na mesa, do trabalho com um copo de vinho (se te contasse o que as estrelas me disseram nesses dias..). Apaixonava-me por ele quando estava doente, aborrecido e me trocava as voltas do jantar por uma canja de galinha. 

Apaixonava-me quando me encostava na bancada da cozinha a vê-lo lavar a loiça. Mas sobretudo quando a colocava com espuma no escorredor. Quando me dava fruta na boca, enquanto eu preparava o jantar, depois de termos corrido a meia maratona, que para mim equivalia a duzentos metros. E quando me armava em personal trainer e ele me obedecia. E vice versa. 
Apaixonava-me por ele quando me imitava a escovar a cara no final de dia. Quando se deitava no sofá a ver a novela e a falar das suas actrizes favoritas. Ou simplesmente quando o tinha no meu sofá. 

Apaixonava-me por ele, porque jantávamos quase sempre à luz das velas. Porque me sentia a pessoa mais pequena do mundo quando me abraçava. Apaixonava-me porque sorria quando eu era desastrada. Quando abria mal as embalagens do queijo, ou passava séculos à procura da abertura dos sacos do lixo. 
Apaixonava-me pelos gostos diferentes de todos os rapazes iguais. Com ele podia ouvir fado e música portuguesa, como a que o meu pai me ensinou a gostar. Podíamos cantar para todo o mundo ouvir. 

Apaixonava-me por ele quando o via contente; satisfeito com a vida. Orgulhava-me dele todos os dias, quando o ouvia receber elogios das outras pessoas, quando tinha as suas vitórias. Estive sempre lá para amparar as quedas. Fui saco de boxe também, sem querer. E se algum dia o fiz cair, foi porque eu também estava no chão. 

Apaixonava-me por ele quando trocava os beijos na boca por beijos na testa. E me beijava com os olhos no elevador de casa sempre que saiamos de manhã.
Apaixonava-me por ele nas entrelinhas do silêncio. Nas mensagens que não me mandava e nas músicas que ouvia quando não estava. 

Apaixonava-me ...


Patrícia Luz
24 Junho 15

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Happy Weekend

















Amargo o sabor 
Da vida que me corre nas veias. 
Doces as curvas
Em que a amo sem condições. 

Sagres, oh Sagres...

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domingo, junho 14

Domingando



Chove lá fora, agora. O verão decidiu por marcha atrás a fundo, mas só porque é fim de semana e estou de folga. Amanhã voltará o sol. Enquanto isso a roupa lavada molha-se no estendal. Coisas de quem vive sem a mãe em casa. Cá dentro a música ecoa nas paredes brancas; cheira a baunilha no ar, como era de esperar. Os quatro únicos canais da televisão não me aliciam sequer a ligá-la...

Restam-me os pés descalços e a arte de viver a minha vida. 

Patrícia Luz
14 de Junho  

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terça-feira, junho 9

«Onde não puderes amar não te demores.»


«Onde não puderes amar não te demores.»


Chega uma altura em que tanto faz. Não aquece, nem arrefece. Ainda que arrefeça muitas mais vezes... 

Não fui feita para ser opção nem segundo plano de ninguém. Ou sim ou sopas. "Talvez", "mais ou menos" e "assim assim" é para quem não quer assumir o compromisso de estar com alguém, de confiar em alguém, de respeitar em todas as frentes, de querer alguém com muita força, de admitir que essa pessoa nos faz falta todos os dias.
E se não for para fazer falta na vida de alguém todos os dias, quero nunca mais fazer falta alguma. Para coisa alguma. 

Quando se aprende a conduzir o barco sozinha,
Chega um ponto que não precisamos de mais ninguém connosco a bordo.
A viagem fica mais leve. 

E mais triste.

Porque não aprendes a remar?

Patrícia Luz

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segunda-feira, junho 8

BestFriends


Obrigada por estarem comigo em qualquer parte do mundo, passe o tempo que passar e venha quem vier. Obrigada por me conhecerem à distância, quando a voz sai tremula ao telefone e por serem o meu poço de segredos. Ter com quem rir e chorar, chorar de tanto rir e sobretudo rir depois de chorar, é aquilo que tenho em vocês os dois e não dispenso por nada deste mundo. São os irmãos que a vida me ofereceu. E a prova de que na dúvida, vale sempre a pena vivê-la.

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sábado, junho 6

Dez segundos


(...)

Sexta-feira. 
Podíamos ter acabado o último encontro do dia, estar perdidos entre os números das portas e o nome das ruas, a falar nas entrelinhas do silêncio que agora se instala neste elevador antigo, não tão pequeno como aquele onde nos enfiaram um dia no final da tarde.  

Dez segundos.
Em quanto tempo é possível mudar a vida?

Ainda não aprendi a saber onde enfiar os olhos.
Sorriste. Sorrimos.

- Quero-te, aqui!

Ninguém falou. 

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!



É isto.  Desfocada, a preto e branco, mas inteira. 

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quinta-feira, junho 4

Lembrem-se




« .. E tu és uma mulher demasiado mulher para seres menos do que isso.»


Já me pediram para mudar. Para fazer tudo ao contrário daquilo que penso. Que a vida me iria começar a correr bem quando assim fosse. Que as relações falhadas eram fruto da dedicação em excesso. Que o desinteresse era necessário. Que o abandonar o barco é obrigatório quando existe o primeiro buraco. Já me disseram que para filho da mãe devemos ser filhos da mãe e meio. Que é preciso virar as costas e passar a tristeza sempre à frente. Já me disseram que escolhi sempre as pessoas erradas. Quem mo disse já se apaixonou por mim. Já houve pessoas a dizer que quem se apaixonou por mim também estava errado, porque o ciclo tinha que recomeçar e iria aparecer a pessoa certa. Como quem diz que era quem mo estava a dizer. E não foi. 

Já me disseram que era a mulher digna de uma vida. Que nunca iriam encontrar igual e que nada me têm a apontar. Já me agradeceram o bem que lhes fiz e pediram desculpas pelo mal que me fizeram. Que erraram. Que eu não merecia. Que mereço o melhor ... E a história acaba assim.

E repete-se. 

O que vos quero dizer é que o que me disseram ficou na vossa boca mas nunca nos meus ouvidos. E que o melhor para mim eram vocês, em cada momento distinto da minha vida. O que vos quero dizer é que perderam uma Mulher. Que dizerem a uma mulher que ela é uma mulher a sério não lhe acrescenta nada. Não a faz mais feliz. Não faz com que lhe nasçam borboletas na barriga nem que o sorriso abra na cara. Não a deixa descansada por saber que não errou convosco. Não faz com que saiam de fininho de mãos lavadas e história com final feliz. Porque as mulheres a sério sabem perfeitamente o que valem. Não precisa de vir um tipo que nem se considera o melhor que uma mulher a sério merece, vir-nos dizer isso.   

O que vos quero dizer é que o amor não é um jogo do gato e do rato, nem do toca e foge. Isso é uma treta qualquer a que não dedico sequer tempo para lhe dar nome. Amor não é engolir palavras quando queremos dizê-las. É querer consumir a outra pessoa toda. Não é esconder sentimentos para que a outra pessoa não fuja a sete pés com medo das consequências. É fugirmos com a certeza que a outra pessoa virá atrás. Amor é dar. É dar, dar e dar... sem nunca desistir, sem nunca pedir nada em troca a não ser amor de volta.

Peço desculpa se dei sempre demais. 

O que vos quero dizer é que vos desejo sorte.
Lembrem-se que um dia, além de terem perdido uma mulher, perderam uma Mulher a sério que vos amava com tudo o que tinha. 

Patrícia Luz
5 de Junho de 2015

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