domingo, outubro 21

Felicidade relativa




As coisas mudam, as pessoas não. As pessoas moldam-se às coisas e às outras pessoas, às situações e aos sentimentos. Mas a essência mantém-se. 
Por isso é que me custa acreditar em promessas de pessoas que me feriram o ego e a alma. Por isso é que me sinto estúpida ao fazê-lo. É o mesmo que gostar de brincar com o fogo; saber que queima e continuar a querer meter lá a mão. Mas no amor isso acontece. E no fundo lisonjeio-me por conseguir ter o sangue frio, a força de nunca desistir daquilo em que acredito e de amar mais e com força, até quem me faz mal. Porque já não vejo pessoas assim e gostava de ver mais. Acho que se não houver perdão, uma vez por outra, desculpas pedidas no momento certo e a coragem de dar  novas oportunidades a pessoas que nos fazem falta, o mundo não se irá tornar melhor. Também eu tenho orgulho e gosto de manter a minha dignidade. Mas não é isso que me faz feliz. Por isso é que me sinto estúpida, porque também a felicidade às vezes o é e eu só me quero moldar a ela.
E neste momento ela és tu

Ao som de http://www.youtube.com/watch?v=ybwOi2wA2bQ&feature=related 

sábado, outubro 20

Querida Sara,


Tenho uma coisa importante para te dizer, mas não sei como dizê-la.
Porque o que é realmente importante nunca será isto, mas sim o que se sente e, especialmente, a sua essência. Tu vais perceber isso, porque no fundo somos mulheres, iguais, e quem melhor que tu para perceberes a imensidão das minhas palavras que descodificas à anos sem grandes esforços.  

Quantas  pessoas se podem vangloriar de ter alguém como tu ao seu lado? Muito poucas. Mas creio que todas elas vão concordar comigo, porque todas elas vão fazer das minhas as suas palavras. No outro dia pus-me a pensar a quem é que eu ia ligar ás tantas da noite a contar o episódio do momento, a bomba do dia, a cusquice do instante. A quem é que ia chamar nomes para me acalmar num momento de raiva, de desgosto. A quem contava os podres do meu dia, as vitórias da semana, as frustrações do mês. Quem me diria que estava tão bem vestida quanto um sem-abrigo ou pronta para deixar o brad pitt a meus pés; que estava a exagerar ou a ser piegas..
No outro dia, que é como quem diz todos os dias, estava a pensar como poderia eu ter enveredado pelos caminhos que segui se não fosses tu sempre lá, pronta para dar o abanãozinho, a palmada nas costas, o abraço, a chapada sem mão.. e cheguei à conclusão que nada tinha sido igual. 
Ontem fiquei aqui. É a vez de inverter os papeis, e apesar de ser justo, não gosto nada desta ideia de te ter do outro lado do mundo, porque gosto muito de ti e fazes-me falta todos os dias, mesmo que não estejamos juntas. 
Aguardo-te sempre. Desejo-te o maior sucesso, acima de tudo. E apesar de saberes que por mim não ias para esse outro planeta, no fundo há algo em mim pronto para te dar o empurrãozinho para que a vida te sorria e faça de ti a melhor - que já és - para além dos meus olhos.

Um beijo,
PAT

(Tive um ataque de saudades tuas, por ser Outubro e a feira sem ti nunca ser a mesma coisa. E sim, fotos juntas é mentira!)

quinta-feira, outubro 18

à Sorte

Mais tarde ou mais cedo percebemos até que ponto as pessoas estão dispostas a ir para mudar a posição que têm na nossa vida, seja para o bem ou para o mal. Ao longo do tempo aprendemos a separar «o trigo do joio» e se primeiro damos o benefício da duvida, depois já nada nos faz mudar de ideias. A não ser que haja factores extremamente fortes que nos façam realmente pensar se valerá ou não a pena. Penso que já não é altura de espremer factores para que haja desculpas para terceiras e quartas oportunidades uma vez que no amor não se compram raspadinhas na esperança de poder ter mais uma sorte. No amor não há sorte. Há entrega, verdade e dedicação. Ponto final.