quinta-feira, janeiro 17

Sorri


Se estiveres triste, sorri. As pessoas dão mais valor a quem olha para a vida com um sorriso. Se ninguém souber das tuas mágoas melhor. Passarão muito mais tempo contigo a fazer o que achavas impossível fazer-te rir naquele dia e aquele abraço que parece não ter tido importância, vai encher-te a alma como nenhum que te dariam contrariadamente só para fazer jeito, por saberem que estavas em baixo. Quem dá sorrisos, recebe sorrisos. Ás vezes há que saber separar o corpo do resto. E se o pensamento fugir para onde não deve, fecha os olhos, e depois olha para o que estás a fazer e concentra-te. Sorri de novo. A vida vai-te dar troco. A ti, ao teu sorriso e a todos os que erraram para te deixar nesse estado. A tristeza como vem, também vai. Dá tempo ao tempo. Tudo muda.


terça-feira, janeiro 15

contra-prova


«Pensar que te posso perder, dói-me por dentro. Quero mesmo ficar contigo. Vou fazer tudo por nós. Fui burro em ter-te feito mal, Amo-te!»

Sim, as coisas nem sempre correm bem. O que vos quero dizer com isto é que só depende de nós mudar isso. Nunca irei desistir das pessoas que quero ao meu lado para a vida até me darem motivos irremediáveis para as deixar pelo caminho. Aqueles que gostam realmente de nós, mudam. Dão-nos razões para perdoar; dar o beneficio da dúvida. Aqueles que gostam realmente de nós ajoelham-se na rua, dão-nos a chave de sua casa e o numero do cartão de crédito quando tudo está mal. Aqueles que gostam realmente de nós, e nos dão provas disso, merecem uma segunda oportunidade. E o nosso coração também. O que vos quero realmente provar é que « O que não nos mata, torna-nos [com toda a certeza] mais fortes». 
Amem-se. Nós vamos fazer o mesmo. 

Amar vs Magoar

Perdoe-me o amor de não lhe dar descanso. Perdoe-me, salvo seja. Se me desse descanso, eu calava-me. Descanso não vá.. razões para não falar nele. Tenho um amigo que gozará eternamente comigo por isto, certamente que para ele terei o rótulo da romântica conformada. Não é bem isso. Mas se há coisa que me dá gozo é poder escrever nas entrelinhas... e só o amor me deixa fazê-lo. E por isso cá vai disto. 

O ser humano é muito estúpido. Se há coisa que eu não consigo entender, e perdoem-me a lentidão mental, é o porquê de duas pessoas que se amam não ficarem juntas. Pior. O porquê de duas pessoas que se amam se magoarem uma à outra. 
Na primária, o elementar do um mais um ser igual a dois aprende-se no primeiro dia de aulas. O meu primeiro relacionamento considerado sério foi aos quinze anos e, ainda nessa altura, eu acho que não tinha percebido isso, fazendo um paralelismo com a educação básica das borboletas no estômago,  bochechas coradas e o medo do primeiro beijo - o primeiro amor. 
Mas caramba, agora falando com vinte anos - e não é que tenha muito a dizer/ensinar, pelo contrário - custa-me perceber a dificuldade matematico-lógica entre o amar e o magoar. 
Eu não sou exemplo para ninguém, mas quando eu amo, eu amo. Só. 
Eu acho que cada vez mais as pessoas tem medo de transmitir os seus sentimentos com intensidade.  O medo tende a agarrar as palavras na goela e os momentos que poderiam ser perfeitos acabando com o esboçar de um «amo-te» em bom tom, ficam-se apenas por momentos bons que não chegam a fazer-nos levantar os pés do chão. Essa é a diferença. Nos dias de hoje as pessoas que gostam mesmo umas das outras resguardam-se mais, com receio da queda e da desilusão maiores, porque nenhuma das duas se revela completamente à outra. Porque é que eu hei-de dar tudo de mim a alguém que não mostra o que sente no fundo do coração?
Mas eles amam-se. E vivem juntos. 
A medo.
Às vezes magoam-se. Faltam as palavras, intensas, nos momentos certos. 

(Tenho notado que as visualizações ao blog dispararam para 11200... gostava de saber quem se encontra desse lado* )