segunda-feira, abril 1

i'm back

Entretanto começou a Primavera e acabei por não vir assinalar esse momento importante no meu bem estar pessoal. Aconteceram algumas coisas nos últimos tempos e como nessas alturas eu tenho uma enorme vontade de escrever tudo o que me vai na alma, decidi não pôr cá os pés para não ter que dizer uns palavrões valentes e ferir susceptibilidades. 
Não é que eu goste de o fazer, mas quando me "obrigam"... cá vai disto; contudo vou-me apercebendo que quanto mais contamos, mais as pessoas querem saber e por isso tenho-me tentado conter em relação a determinados assuntos (mas também é só até à panela de pressão não aguentar mais o vapor, descansem!).

Apesar disso tenho algumas histórias, umas para escrever nas entrelinhas e outras para registar alguns dos momentos dos últimos dias. 
Prometo que é desta que tento vir com mais assiduidade. Mesmo que tenha que meter a panela em lume brando. 

Espero que tenham tido um bom domingo, que pelo que ouvi por aí dizer foi de Páscoa :)

(lamento a má qualidade das fotos, mas o ipad não dá pra mais)

sábado, março 9

muito gajas



Dia da mulher são todos os dias em que um homem se lembra.

Apesar de tudo essa é a essência humana, agradar ao sexo oposto - com as excepções, ainda, pouco naturais que todos nós conhecemos, claro. Que importaria ser linda de morrer ou ter a inteligência a cima da média se acima de tudo não tivéssemos quem a admirá-se e a quisesse partilhar connosco? Eu penso que este é um dia injusto. Injusto não pela história que representa, mas pelas comemorações que se fazem actualmente dele. Talvez se deve-se encarar com mais respeito, numa espécie de luto por tudo o que aconteceu no passado e não como o dia em que tudo o que é loucas varridas sai à rua para demonstrar que está disponível para abrir as pernas. Desculpem-me os termos. Mas sempre que me lembro deste dia não consigo tirar da cabeça as "saias" que se vêem por aí, os pés torcidos em saltos altos nunca usados e os gritos histéricos por todo o lado a delirarem com strips, como se nunca tivessem visto um homem nú na vida. Isso e a quantidade de rebarbados que tiram a barriga de misérias para o resto do ano com raparigas lindas, que vagueiam podres de bêbadas por aí, sem perceberem bem com quem se deitam. 

Se isto é honrar o nome das mulheres... bem, deixo ao critério de cada uma. Eu cá acho que há maneiras melhores de demonstrar as inúmeras qualidades que temos. 


Posso sugerir a minha e das minhas amigas:
Vão a um shopping, comam todas as porcarias que durante o ano não podem por isto ou por aquilo; escolham cada uma o melhor vestido da loja e tenham uma fenomenal cena de gajas nos provadores. E por fim, abaquem-se por horas infinitas a sonhar sentadas nas poltronas da restauração até que o segurança vos lembre que já passa um pouco da meia noite e o nosso dia por fim acabou. E cuidado no regresso a casa, quem sabe não vem um carro cheio dessas loucas varridas em contra mão... 

quarta-feira, março 6

Tenho um amigo...


Conheço uma pessoa a quem dou valor. Não sei se lhe chame amigo, porque apesar de o considerar como tal há uma certa barreira entre a palavra e a realidade. Acho que todos nós sentimos isso por alguém: sentir que podemos depositar toda a confiança nessa pessoa sem que no fundo achemos que ela o vai fazer connosco também. É uma espécie de energias positivas que nos conduzem ao outro, sem que no fundo saibamos se têm ou não retribuição. E como no fundo eu acho que a amizade é uma equação onde duas pessoas dependem do valor uma da outra, talvez seja melhor dizer que é só um colega. Bem, chamem-lhe o que quiserem.
Essa pessoa é diferente; é especial. É especial no sentido de ter uma postura ética que vejo poucas pessoas da minha idade ter, especialmente quando se fala do sexo masculino. E aqui não há sentimentos a falar por si - cheguem para lá essas bocas mal falantes e podem deixar os filmes para quem os sabe realmente fazer -: há admiração. Sinto muito que muitas pessoas sejam estúpidas ao ponto de não verem o óbvio (na verdade vêem, mas a inveja é muita e dá nisto.. mas foi só um aparte). Na verdade, ele sabe adequar todas as suas atitudes às circunstancias conseguindo nunca ficar mal visto, transmitindo sempre o seu ponto de vista oposto sem ferir susceptibilidades. E isso nos dias de hoje é raro. Dar opinião é sinónimo de criar a uma guerra pegada para ver quem consegue manter por cima a sua ideia e ter a capacidade de manter uma postura ética que agrade a todos, conseguindo aliar isso a uma sinceridade notável, meus amigos, eu acho difícil e tiro-lhe o chapéu. Pelo menos, penso nunca ter conseguido agradar a gregos e a troianos, como eu acho que ele irá sempre conseguir com pessoas sem preconceitos (pré-conceito-feito).
Identifico-me, identifica-mo-nos talvez. A nossa grande diferença está no empenho. No empenho que lhe noto e que eu troco pela preguiça. Talvez a esta hora tenha terminado o estudo e eu ainda nem tenha chegado a meio...
Há pessoas assim. Muitas com quem nem falamos, mas que por passarem por nós na rua, nos despertam interesse ou que, por alguma razão admiramos. 
(E não falo de interesses comestíveis.)

Um bem haja a essas pessoas, 
fabriquem mais.