Há uma coisa que ando há imenso tempo para esclarecer e que tenho deixado passar em branco. Vou aproveitar hoje que a minha cabeça está feita num oito - e o coração também - para me deixar de babuzeiras melodramáticas, como é costume, e vos elucidar esta ideia.
Quando escrevo, escrevo sobretudo para mim, para mim e para o meu bem estar pessoal; Assim como o surf já foi, esta é hoje em dia a minha terapia. Eu chamo-lhe assim, porque nos últimos tempos é o que me tem valido. Na verdade esta foi a forma que encontrei de fazer o balanço dos meus dias e parecendo que não há muitas atitudes ponderadas quando me sento deste lado e penso nas burrices que cometi ou nos actos de que me orgulho. Penso que toda agente devia fazer este teste a si mesmo. Contudo, muito dos assuntos que vêm parar ao meu blog não dizem apenas respeito a mim e muitas das vezes são meras histórias do além que me vêm ter à cabeça um bocado de pára quedas. Não tentem por isso, os mais cuscos, vir aqui encaixar-me nas entrelinhas e sugar-me as entranhas, porque muitas das vezes passo minutos e minutos a tentar encaixar-vos a vocês nelas e a expor aquilo que não vêem em vocês mesmos. Passa tudo um pouco pelas minhas vivências associadas ao que observo no meu dia a dia, nas atitudes das pessoas, em comportamentos que uns têm para com os outros, mesmo que eu e os meus conhecidos não façam parte da cena em questão. Claro que em tudo há um pouco de mim. Assim como em Álvaro de Campos haverá sempre um Fernando Pessoa e vice versa.
Obrigada pelo feedback que nem têm deixado nos últimos dias, mesmo que em anónimo. Como disse um dia "a palavra é como um pau de dois bicos" e é sempre bom saber que conto com alguém desse lado. Um beijo,
Pat






