sábado, abril 13

Façam-me um favor: sejam felizes hoje.

Nós somos uns atrasados mentais com a mania que sabemos tudo sobre a vida. Falo por mim. Falo por mim para não meter o vosso nome ao barulho em vão. Porque na verdade eu acho que somos mesmo todos uns atrasados. Deixamos tudo para depois. Tudo o que podia ser o mais importante naquele momento para nós ou para os outros. O beijo roubado, as desculpas pedidas - quando o devem  ser -, o abraço com que se sonhou acordado na noite anterior quando deitámos a cabeça na almofada e o sono nos deu tréguas, o telefonema que ansiávamos receber mas que não fomos capaz de fazer, o orgulho a cima de todos os sentimentos, a vingança primeiro a compreensão dos actos depois... que merda! Será que ninguém é capaz de viver com os pés assentes no presente? No presente! Sem pensar no antes nem no que virá a seguir? Fazer tudo o que nos passa pela cabeça no momento. Beijar, abraçar e pedir desculpas. Dizer que não se gosta, que se adorou e que se quer mais! E ter mais! Ali, aliás, aqui! Aqui e Agora!

Ás vezes é bem feita que ela nos pregue umas partidas para nos mostrar quem manda. Nessa altura surgem os remorsos. "O que poderia ter feito" "O que devia ter dito" "O que ficou por dizer"... A vontade que ficou de algo que passou e não volta mais. 
Por isso, façam-me um favor, sejam felizes, hoje!



Queria deixar um especial beijinho de Parabéns à minha prima Mónica com votos de que a vida lhe sorria tanto como nós sorrimos hoje. Porque tudo o que quisemos fazer, não deixámos para amanhã. E a vida é isso, mesmo com atrasadas mentais como nós.





quarta-feira, abril 10

um à parte

Há uma coisa que ando há imenso tempo para esclarecer e que tenho deixado passar em branco. Vou aproveitar hoje que a minha cabeça está feita num oito - e o coração também - para me deixar de babuzeiras melodramáticas, como é costume, e vos elucidar esta ideia. 
Quando escrevo, escrevo sobretudo para mim, para mim e para o meu bem estar pessoal; Assim como o surf já foi, esta é hoje em dia a minha terapia. Eu chamo-lhe assim, porque nos últimos tempos é o que me tem valido. Na verdade esta foi a forma que encontrei de fazer o balanço dos meus dias e parecendo que não há muitas atitudes ponderadas quando me sento deste lado e penso nas burrices que cometi ou nos actos de que me orgulho. Penso que toda agente devia fazer este teste a si mesmo. Contudo, muito dos assuntos que vêm parar ao meu blog não dizem apenas respeito a mim e muitas das vezes são meras histórias do além que me vêm ter à cabeça um bocado de pára quedas. Não tentem por isso, os mais cuscos, vir aqui encaixar-me nas entrelinhas e sugar-me as entranhas, porque muitas das vezes passo minutos e minutos a tentar encaixar-vos a vocês nelas e a expor aquilo que não vêem em vocês mesmos. Passa tudo um pouco pelas minhas vivências associadas ao que observo no meu dia a dia, nas atitudes das pessoas, em comportamentos que uns têm para com os outros, mesmo que eu e os meus conhecidos não façam parte da cena em questão. Claro que em tudo há um pouco de mim. Assim como em Álvaro de Campos haverá sempre um Fernando Pessoa e vice versa. 

Obrigada pelo feedback que nem têm deixado nos últimos dias, mesmo que em anónimo. Como disse um dia "a palavra é como um pau de dois bicos" e é sempre bom saber que conto com alguém desse lado. Um beijo,
Pat



terça-feira, abril 9

Um dia; um adeus para sempre.

Um dia...
Vais perceber que ela não te tirava da cabeça a cada segundo e que os dias demoravam séculos a passar só para te ver. Que as horas em que te divertias com outras, ela passava a olhar para o telefone à espera que te lembrasses dela. Que quando te desejava boa noite e tu adormecias no minuto seguinte, passava horas a ler os arquivos de mensagens de há dois anos as quais tinhas apagado uma semana depois e cujas não lembrarias mais. Que quando não te respondia às mensagens uma hora depois estava empenhada a estudar para que o verão tivesse três meses e não apenas um, perto de quem mais amava. Que quando ficava a dormir quando ias sair com os teus amigos, o mealheiro estava a crescer para estar bem perto de ti depois. Que quando todas as amigas iam às compras, ela vestia a moda o ano passado porque achava não precisar de agradar a mais ninguém além de ti. 
Um dia vais perceber que ela não era igual às outras. Maníaca por sexo, copos e rock&roll, que se vendia a troco de uma noite louca que no dia seguinte não ia mais lembrar. Ela trocava as noites de sábado perdida por entre o fumo dos cigarros, pelo quentinho da lareira ou uma mesa rodeada de amigos e boa música ambiente; as noites entregues às luzes da ribalta, pela lua como candeeiro e o mar como fundo. O rímel de um olhar falso pelo brilho natural que os olhares apaixonados tendem a ter. 
E nesse dia, desejo que não tenhas assentado os pés no chão e esperes pela mensagem dela num desses bares com música ambiente, enquanto os teus amigos foram sair. Quem sabe não aparecerá com alguém melhor que tu e a tenhas perdido, quem sabe, para sempre. 
(Na verdade, mulheres inteligentes não são burras para sempre.)