quinta-feira, maio 9

Sombras brilhantes

Havia um barulho ensurdecedor no ar. Gritávamos um com outro e no fundo não nos ouvíamos bem, como acontecia com todos aqueles que nos rodeavam e, no fundo, tentavam manter um diálogo aceso. Ao fundo tocava a música, já não me lembro bem qual porque na verdade não fazia bem o meu género, com certeza. Lembrar-me-ia caso contrário. Por toda a parte se enxergavam copos nas mais diversas mãos e bocas; alguns pelo ar até. Uns corriam, outros tinham o chão como garantido. Alguns choravam e outros sorriam. Um misto de emoções típico daqueles ambientes festivaleiros. 
Ele estava só. Só, acompanhado por todo o mundo, naquele momento. Há uma humildade no seu cabisbaixo que faz com que o admirem sem que saibam o que sente. Nem eu própria sei. Mas cálculo.
Poucos o conheceram e toda agente o conhece. Na verdade, toda agente precisa da sua sombra para viver de vez em quando.
Quantas pessoas existem assim, tão perto de nós?

Patrícia Luz

fotos: Semana Académica do Algarve (orelha negra, blasted,mastiksoul, mike fuentez), traçar da capa - Serenata de abertura da Semana Académica do Algarve




sexta-feira, maio 3

News express

O meu pensamento do dia, pois podia ter sido eu a escreve-lo, e algumas fotos dos últimos dias :) prometo inspirar-me para breve. Beijinhos, vou espreitar a semana academia do Algarve ***












quinta-feira, maio 2

Trocas e Baldrocas

Os homens são o ser mais estúpido e mais querido que conheço. Não gosto de ouvir por aí dizer que são todos iguais. Irrita-me quem o faz, porque na verdade nunca ninguém teve o prazer de experimentar todos e as desilusões que alguns criam numa mulher são tantas quantas uma mulher cria num homem. Somos humanos. Cada vez mais banalizo a ideia de que eles pensam com o membro inferior enquanto que elas pensam com o coração. Primeiro porque eles pouco pensam no que fazem, depois porque pelo que tenho visto, cada vez menos elas tem coração. Diga-se que os papeis se têm invertido, parece-me.
Não há santos na terra. Infelizmente apercebi-me disso da pior maneira, mas lá está, o maior cego é aquele que não quer ver e eu queria, mas preferi fechar os olhos. Há uma grande diferença entre uma coisa e outra. Uma revela burrice e outra defesa perante alguma inteligência emocional. 
Os homens hoje em dia estão um pouco condenados. Atrevo-me a dizer que elas é que os escolhem e arrepia-me pensar que qualquer dia são elas que os despem e os deitam onde querem. Talvez esteja enganada. 
Na verdade nunca percebi grande coisa de engates, sempre fui uma preguiçosa engatada, daí ter ficado a viver no século passado no que toca a estas trocas a que me parece que assisto cada vez mais. 
Espero que sim. Se tudo der para o torto na minha vida amorosa espero que ainda hajam homens capazes de assumir o papel principal. 
Senão terei de virar freira, que no mercado das pegas de certeza que não me safo!

Patrícia Luz