domingo, maio 26

Ilha da Armona, Olhão

 Eu avisei que viver no Algarve era uma bênção. Ficam algumas fotos do meu dia de ontem na casa de uns amigos na Ilha da Armona e fica a sugestão para um dia, com certeza, muito bem passado!

P.s.: Esta é a prova como não é preciso gastar muito dinheiro para ter umas boas férias. Não sai daqui bem perto e interiormente sinto que fui à Tailândia e voltei (claro que não é a mesma coisa, mas para terem noção a Tailândia é a minha viagem de sonho!). Racionalizem bem as vossas e escolham os recantos de Portugal como destino, não se irão arrepender! 

Bom resto de Domingo, 
Eu vou petiscar uma ameijoas à bolhão pato, que apanhei ontem.
kiss kiss, 










sábado, maio 25

Amor

Amor. Amor é a palavra mais pequena que arranjo para descrever a imensidão de sentimentos que nutro por ti. Imaginar-me sem te ter é despir-me de tudo o que tenho de melhor. Mas vivo sem ti. Aprendemos a viver um sem o outro. Aprendemos a viver um dentro do outro. O amor tem destas coisas… E o nosso para bem e para o mal, foi avassalado por esta flecha mortal que nos separa: quilómetros apenas. Há muita gente a chamar-lhe distância. Eu chamo-lhe apenas isso, quilómetros. Quilómetros entre o meu e o teu corpo, nunca entre nós, pois o teu coração habita no meu, e as tuas palavras nunca estiveram tão perto.
Muitos se perguntam como é que os quilómetros alimentam o amor. Eu prefiro pensar quando é que o amor devorará a estrada de novo. A saudade será para sempre o nosso combustível. Às vezes dou por mim a querer ter-te aqui, a desejar-me os bons dias com crepes ao pequeno-almoço e migalhas na cama, e que bom que seria. Mas não se pode ter tudo… e eu prefiro ter alguma coisa.
Não é fácil. Nunca foi. Nunca ninguém disse que ia ser.
Mas o amor verdadeiro não se escolhe, acontece. E connosco aconteceu.
É bom ter-te comigo. Não vás sem avisar, porque te Amo. 

Trinta e cinco meses
(....decididamente és um zero à esquerda com datas!)











sexta-feira, maio 24

Carta à ASAE

Querida ASAE, 

Há algum tempo que te quero dar umas palavrinhas. Daquelas que se pudesse eram em tom de ameaça para ver se te abanavam o esqueleto e deixavas de uma vez por todas de ser quem acha que tem a faca e o queijo na mão. Na mão, salvo seja, com luvas, que não se admite uma coisa dessas!

É óbvio que fazes falta. A higiene, qualidade e saúde alimentar são coisas com que não se brinca, apesar de continuar a ver muita  nojice, e continuar sem perceber que raio de actuação é a vossa que se fala para aí. E não, não estou a falar de boca cheia, antes estivesse, porque ainda estava a tempo de cuspir as minhocas que devorei o verão passado num magnifico sumo natural de laranja feito numa daquelas máquinas automáticas com laranjas inteiras num dos hipermercados mais mediáticos do nosso país. Que me deu voltas ao estômago durante horas só de as imaginar a remexer nas minhas entranhas. Aí sim, deviam estar vocês de pedra e cal. Assim como a controlar a roulote das bifanas lá da esquina que volta e meia vende gato por lebre. Não a implicar com mesquinhices a que não consigo dar outro nome. 
Já paraste para pensar quantos estabelecimentos fechaste que cheiravam a Portugal em cada recanto, em cada prato, mesa..? A tradição, sobretudo! Já paraste para pensar quantas receitas se perderam nos confins antiquíssimos do nosso país, nos rostos rugosos que entretanto vão partindo e levando consigo o seu saber, por não poderem ser vendidas sem um rótulo? Já paraste para pensar que os olhos também comem? E que esteticamente as tuas medidas são mais do que limitativas, são destruidoras de sonhos. 

Eu vou querer continuar a comer bem, mas gostava de poder ir a uma taberna do antigamente, com o típico lava louça de pedra e o balcão em mármore com bancos altos à altura do barril da imperial. A beber a típica ginginha feita em casa por aqueles que a sabem realmente fazer, em copos de chocolate artesanais, ou não, sem rótulos e tretas. 

Enfim, gostava que percebesses que te encontras a destruir a essência, a tradição, as receitas do arco da velha; o caseiro, puro, saboroso, original! 
Sonhos de pessoas com ambição e amor ao que é nosso, como eu.