quarta-feira, maio 29

Histórias

Devia ter-te esquecido. Arrancado de uma vez por todas da minha vida, espezinhado como fizeste comigo, errado de propósito para sentires na pele a dor de amar alguém. Devia privar-te de me veres, de saberes de mim, para saberes o verdadeiro significado da palavra saudade ao olhares o meu número de telefone e pensares o quão bom seria ouvir a minha voz ou receber uma mensagem minha, como aconteceu comigo durante tempos e tempos. Devia ter-te esquecido, como  os fortes fazem quando querem por termino àquilo que não resultou mais. Sim, durante uns tempos pensei que isso me tinha acontecido, mas enganei-me, como todas as pessoas que se auto enganam ao pensar que esquecem aquele que foi o seu amor para a vida. E não é que não acredite que vá existir melhor, até porque não me posso queixar, mas dizem que o primeiro é o tal, e eu acredito bem por tudo o que me fazes ainda hoje sentir. Não faz sentido a maneira como apareces na minha vida de tempos a tempos em recortes fotográficos que a minha memória faz questão de não esquecer. Como daquela vez em que me penteavas o cabelo ao espelho, ou da outra em que nem saboreei aquele pastel de Belém às direitas...
 Não há saudades. Não há amor. Não sinto a tua falta. Não há fantasmas a assombrar-me o espírito como houve durante tanto tempo. Há uma coisa que tende a levar-me até ti a que desisti de dar nome por nem merecer que eu pense em tal coisa. Mas que ainda vai dar um bom livro, lá isso vai. Nesse dia, agradeço-te a história e o argumento. Porque aí sim, vou depositar todo o meu amor por ti, todas as frustrações e sentimentos de quase-ódio e raiva que te tive; e por fim esta coisa, a que não se dá nome, mas que todos vão entender nas entrelinhas destas minhas palavras que escrevo, como sempre, em modo de rescaldo.

E sim, este é mesmo para ti.



domingo, maio 26

Ilha da Armona, Olhão

 Eu avisei que viver no Algarve era uma bênção. Ficam algumas fotos do meu dia de ontem na casa de uns amigos na Ilha da Armona e fica a sugestão para um dia, com certeza, muito bem passado!

P.s.: Esta é a prova como não é preciso gastar muito dinheiro para ter umas boas férias. Não sai daqui bem perto e interiormente sinto que fui à Tailândia e voltei (claro que não é a mesma coisa, mas para terem noção a Tailândia é a minha viagem de sonho!). Racionalizem bem as vossas e escolham os recantos de Portugal como destino, não se irão arrepender! 

Bom resto de Domingo, 
Eu vou petiscar uma ameijoas à bolhão pato, que apanhei ontem.
kiss kiss, 










sábado, maio 25

Amor

Amor. Amor é a palavra mais pequena que arranjo para descrever a imensidão de sentimentos que nutro por ti. Imaginar-me sem te ter é despir-me de tudo o que tenho de melhor. Mas vivo sem ti. Aprendemos a viver um sem o outro. Aprendemos a viver um dentro do outro. O amor tem destas coisas… E o nosso para bem e para o mal, foi avassalado por esta flecha mortal que nos separa: quilómetros apenas. Há muita gente a chamar-lhe distância. Eu chamo-lhe apenas isso, quilómetros. Quilómetros entre o meu e o teu corpo, nunca entre nós, pois o teu coração habita no meu, e as tuas palavras nunca estiveram tão perto.
Muitos se perguntam como é que os quilómetros alimentam o amor. Eu prefiro pensar quando é que o amor devorará a estrada de novo. A saudade será para sempre o nosso combustível. Às vezes dou por mim a querer ter-te aqui, a desejar-me os bons dias com crepes ao pequeno-almoço e migalhas na cama, e que bom que seria. Mas não se pode ter tudo… e eu prefiro ter alguma coisa.
Não é fácil. Nunca foi. Nunca ninguém disse que ia ser.
Mas o amor verdadeiro não se escolhe, acontece. E connosco aconteceu.
É bom ter-te comigo. Não vás sem avisar, porque te Amo. 

Trinta e cinco meses
(....decididamente és um zero à esquerda com datas!)