terça-feira, junho 18

Ao Norte,

http://www.youtube.com/watch?v=I7_iYwuAW2s , Penso que não haverá melhor música para descrever o magnifico fim de semana que tive a bordo de um cruzeiro pelo rio Douro e não só. Visitei sítios lindos como Mirandela, Peso da Régua, Vila Pouca de Aguiar, a Barragem da Aguieira, entre outros! Sem dúvida que recomendo a toda agente que o possa fazer, porque são terras e gentes como as que trabalham arduamente no cultivo de tudo o que se vê nas fotografias que se seguem que tanto me faz orgulhar de ser Portuguesa de alma e coração. Aqui, em cada recanto, há um pouquinho mais de nós enquanto povo esforçado e com virtudes que merecem ser enaltecidas no meio de tanta porcaria que nos tende a afundar nas vozes do mundo. Há muito amor à terra e ao vinho. Ao que é nosso. Cheira a história em cada casa que beija o Douro em todo o nascer e por do sol, a suor nos rostos que carregam o seu pão de cada dia às costas na altura das vindimas, a ar puro como à muito não tinha memória. As cores de um dia solarengo de Junho ficarão na minha memória por algum tempo... aquele contraste verde das parreiras com o azul do céu e o branco das quintinhas vinhanteiras. De meandro em meandro à descoberta, da próxima barragem, talvez, por entre copos de vinho do porto, boa música portuguesa... e alguns pares de dança à mistura.
Ah, isto sim, é Portugal! E será sempre assim que me quererei lembrar dele. 

Patrícia Luz

- Todas as fotos são de minha autoria.



























quinta-feira, junho 13

Planeta cinzento

Parece que este ano não vamos poder por pé prego a fundo em direcção ao verão. E que bem feita que é! Bem feita, salvo seja. Eu faço a reciclagem, por enquanto ando maioritariamente a pé e irrita-me profundamente quem deita lixo para o chão - aprendi com uma amiga minha no secundário, a Teresa, a repreender todas as pessoas que o fazem, conhecidas ou não. Mas não sou santa nenhuma e mesmo que fosse, sozinha não mudava o mundo. Talvez agora ponham a mão na consciência e lhes pese a troca dos dias solarengos e quentes pelas chuvadas de um verão frio e com férias arruinadas. Cada um carrega a cruz que merece, e é triste dizê-lo, mas nós, Ser Humano, não nos temos portado nada bem.
O meu lema de vida sempre foi, como a maior parte de vocês que me acompanham há algum tempo sabem, que Deus (ou quem quer que seja) escreve direito por linhas tortas, e este deve ser só um abre olhos para um mundo que regride a cada dia que passa. 
Lembrem-se disto. 
E quando chover no dia em que tinham a mala pronta para ir para a praia lembrem-se do que vos digo: no dia em que fez sol é provável que tenham deixado papeis e garrafas de cerveja abandonas no vosso areal preferido. Preferido, digo bem... fará se não fosse.

Amem o planeta, antes que seja tarde!

Patrícia Luz















(alguns detalhes. fotos do instagram )

quarta-feira, junho 12

Espanhóis

Se há coisa com que não vou muito à bola é com Espanhóis. Esses a quem chamam de irmãos e a quem eu prefiro chamar de bastardos. Irritam-me. Aquela voz estridente idêntica à de uma cana rachada a chilrear como pássaros em sofrimento tira-me do sério. Especialmente quando os oiço falar, aliás, gritar, assim por terras nossas, como se fossem os donos de tudo o que os rodeia e actuando como tal. Mais ainda quando se fazem de burros - Se é que não são mesmo! - quando tentamos falar com eles e se limitam a pontapear um "no entiendo" com três facas na mão e já de costas voltadas. Raios os partam!   
E sim, estou a falar de Espanhóis enquanto nação. Preferi não me cingir ao sexo feminino para não ter que utilizar palavrões em bom português para colocar algumas no sitio que merecem, dadas as minhas experiências menos agradáveis. 
Já dizia a minha avó "De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos". E como todos os avós, tinha razão, pelo menos, eu acho. Não são flôr que se cheire. As únicas boas recordações que tenho lá daqueles lados devo-as ao meu irmão. Talvez ainda se lembre quando nos entretemos a roubar gelados do buffet daquele hotel top em Granada para esconder no frigorífico da suite, substituindo assim o abacaxi que la estava pelo qual pediam uma fortuna. Sempre deu para matar a fome que aqueles ovos mexidos nojentos, que se encontravam a nadar numa piscina de óleo, não mataram ao pequeno almoço. 

Na verdade nunca fui com a cara de gente de nariz empinado, que grita mais do que o que falam, egoísta, rude,  mal educada e pouco afável. Talvez seja por isso...



Peço desculpa se generalizei demais.
Ainda tenho os braços abertos para conhecer alguém de nacionalidade espanhola que me faça mudar de ideias.  

Patrícia Luz