domingo, maio 25

Mensagem a todos os amores 50% não correspondidos





«Tu gostas mesmo dele. A tua cara diz isso.»
 «Gosto. Gosto mesmo. Mas azar...»

Azar é ter um amor cinquenta por cento não correspondido. Azar o teu e o dela. O meu e o dele. E não sei quem tem o azar maior. Gostar realmente de alguém é dizê-lo a toda agente sem abrir a boca. É querer gritá-lo ao mundo em segredo. Não querer correr riscos, mas arriscar a vida por alguém se for preciso. É adormecer a pensar que se vai acordar no dia seguinte com a pessoa na cabeça e ainda assim ter medo do subconsciente nos presentear com noites mal dormidas. E hoje já pouco se gosta de alguém assim. Como gosto de ti.

Hoje gostar de alguém é uma treta. É uma fachada. Um jogo desleal. São mais as palavras que as atitudes. É maior o tempo de desamor que o de felicidade. São as borboletas no estômago sem retorno. E as músicas sem destinatário. É a cama vazia e as redes sociais cheias demais...de pessoas e sentimentos desnutridos. São beijos de olhos abertos e amor sem sentimento.  Aliás, sexo.
E eu não quero gostar de ti assim.


Por isso,
Azar..
O teu.
Tinha o mundo numa mão para te dar.

Patrícia Luz
25 de Maio de 2014
Mensagem a todos os amores 50% não correspondidos. 
ao som de snow patrol
















segunda-feira, abril 28

Desabafos





Quando tratas demasiado bem as pessoas
 há uma certa tendência a que elas não sintam a tua falta.
 Deve ser por isso que andamos todos com falta uns dos outros.

Patrícia luz
28 de abril de 2014 



quinta-feira, abril 24

Comunicado ás pessoas que pensam saber mais de mim do que eu própria (parte II). 

Enganam-se. 
Esta é a palavra certa para começar aquilo que tenho para vos dizer. Primeiro porque a maioria não me conhece - talvez o devessem tentar fazer primeiro -, apesar de acharem que sim. Depois, porque as entrelinhas onde me tentam muitas vezes encaixar, são o sitio onde eu vos tento encaixar a vocês. 

Não vale a pena virem tentar sugar-me as entranhas e descodificar a minha vida por entre as palavras que aqui escrevo. Sim, tu. Porque nem tudo o que parece é. E ninguém minimamente inteligente quer falar do que não quer que se saiba sabendo que as paredes têm ouvidos. Deixa-te disso. 

Deixem de se preocupar com a minha vida. Isso é sinal que a vossa não vos dá trabalho suficiente. Ela está bem de saúde e recomenda-se. Deixem as invejas mesquinhas, os filmes melodramáticos e tridimensionais que essas vossas pequenas cabecinhas fazem ao vir aqui achando que um mais um é igual a dois. Mentira. Neste meu canto um mais um dá o resultado que eu lhe quiser dar. Isto é um conselho para a vossa saúde mental.

Isto porque com sorte amanhã acordo com vontade de escrever ao meu namorado imaginário e ainda mato alguém do coração sem querer. 

Não me arranjem amores e dissabores. Fabriquem o vosso que isso é que faz falta. E já agora façam-no com alma e coração: não é com a alma num sitio e o coração no outro.  
Releiam-se em vez de me ler, porque esse é o meu propósito. 

A quem as palavras têm de encaixar não é preciso um desenho. 
A consciência pesa a quem a tem. E a esses, sim, as minhas palavras não têm contornos.

Um beijo, 
 pat