quarta-feira, dezembro 17

Home Sweet Home #1

Home Sweet Home 

Um dia ainda vou ser decoradora.













A minha mãe "ofereceu-me" uma casa vazia para dar asas à imaginação e não há coisa que me inspire mais do que procurar ideias para renovar aquele espaço à beira mar plantado. E porque acho que a nossa casa é um bocadinho de nós, decidi partilhar convosco tudo o que me deixa absolutamente "in love" e com vontade de voar para dentro do computador.


Patrícia Luz

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Página solta


«Respect yourself enough to walk away from anything that no longer serves you, grows you, or makes you happy.»


Se há coisa que eu tenho a agradecer a quem me tem feito mal é isto. 


- Ele traiu-me n vezes (...) 
- E dizes isso assim, a sorrir? 
- Direi-o sempre assim. Porque eu nunca perdi nada.

Sentia-me óptima. 
No dia em que o disse a sorrir já não se notavam as olheiras, escondidas ao longo dos últimos tempos pelo corrector de imagem que poucos desconfiavam existir naquele rosto modesto a quem a vida parecia correr sempre bem. Só a noite é guardiã dos segredos de uma mulher. E talvez só ela saiba em quantas perdi a mascara, que caia quando finalmente ninguém lá estava para julgar se as lágrimas eram mais ou menos transparentes. Nem eu sei que cor teriam, mas eram de fel.    
  
Sorrio cada vez que me lembro. Mesmo nos dias tristes.
O tempo passa e as mágoas também. O ego constrói-se de novo e a vida continua. 
É ... a vida continua mesmo. Mesmo que nesse momento aches que a luz ao fundo do túnel tirou férias para sempre. Lembro-me de pensar assim.

Foi exactamente no dia em que olhei para trás a sorrir que descobri que existem idiotas neste planeta. Não que eu fosse a última bolacha do pacote. Mas por perceber que «a vida é pequena demais para perdermos tempo a gastar energias em algo que não envolva amor*», e de certo que energias gastava ele mas não a fazer amor comigo. 

Dois anos depois agradeço-lhe. 

Aprendi que a vida se encarrega de abanar a árvore quando é preciso deixar os podres cair. E que depois disso, há uma nova primavera à nossa espera, com flores e frutos, doces o suficiente para nos perdermos de amor e errarmos de novo. 

Patrícia Luz
17 de Dezembro 2014
* Pedro Chagas Freitas




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domingo, dezembro 14

Decepções




«Se for para ser filho da "mãe", seja desde o começo, porque ninguém merece achar uma pessoa legal e logo depois descobrir que ela não presta.» Soja


Odeio decepcionar-me com pessoas.
Aquela sensação do chão a fugir-nos dos pés quando construímos um castelo e pusemos alguém no alto do pedestal, quando não merecia sequer um degrau, é aterradora. Quase como saltar de um prédio de vinte andares sem pára-quedas. 

Odeio decepcionar-me com pessoas. 
Sentir que são de bem e de princípios. Que existem valores que as movem e que as fazem merecer um lugar de respeito na minha vida. E depois vê-las indirectamente quebrar tudo isso. 

Odeio decepcionar-me com pessoas. 
Ver de ante mão os fins a justificar os meios inglórios por que caminham. A trepar cabeças sem dó e a roubar corações sem piedade, com objectivos pré-definidos. 

Odeio decepcionar-me com pessoas.
Depositar nelas alma, coração e amizade. Quando tudo isso só faz sentido enquanto lhes é útil e convém. 

Odeio decepcionar-me com pessoas. 
E mesmo assim querer-lhes bem.


Patrícia Luz
14 de Dezembro de 2014

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