Dias em que nos falta um abraço não são dias.
Hoje era o teu dia.
Acordei melancólica a lembrar-me como sou tão tu, em tantas coisas. Especialmente no mau feitio.
Pena não ter tido um cabelo igual ao teu.
As saudades que tenho de o escovar empoleirada no sofá da sala, enquanto te olhavas naquele espelho redondo portátil de que ainda ninguém se livrou.
Sinto tanto a tua falta.
Olha por mim,
porque preciso.
Patrícia Luz
28.08.2016
domingo, agosto 28
Fui ser feliz
« Emancipate youselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds »
Patrícia Luz
28.08.2016
Fechamos os olhos.
O coração palpita e um nó no estômago aperta ao ponto de nos sufocar.
Não há respiração que valha à desilusão. Não há dias de sol que nos iluminem, a não ser a esperança de viver em paz com o nosso interior. Não há fome. Não há folgo...
Dou por mim a atirar-me como chumbo para a cama em todos os finais de dia. E a rezar por esse momento em todos os minutos.
A minha cabeça está leve. Mas pesa tanto nesta almofada onde se afunda.
Não há respostas. Não há palavras que nos valham quando o coração aperta.
Não há verdade que mate para sempre a mentira. Não há chão quando nos tiram o tapete.
Escrever-te para te dizer isto é afundar-me ainda mais, mas é necessário para que percebas o buraco que cavaste sozinho para me sepultar.
Não há amor sem ódio. Será?
Não há amor sem raiva. Será?
Não há amor sem luta.
Não há amor, sem amor. Certo.
Não estou vazia. Tenho-me cheia de mim. Cheia de amor por tudo aquilo que me rodeia, como sempre. Talvez viva a minha realidade, como lhe chamas, onde se acredita nas pessoas boas de verdade, onde se age pelo bem e nunca pelo oportunismo das circunstâncias.
Sabes, na minha realidade amam-se as pessoas incondicionalmente e acredita-se nelas até caso contrário. Dão-se oportunidades e perdoa-se.
Amam-se as pessoas ao ponto de lhes pegar na cabeça quando vomitam de dor. Amam-se as pessoas ao ponto de sair à meia noite para ir a farmácia mais próxima. Amam-se as pessoas ao ponto de abandonar o conforto da cama numa manhã de chuva torrencial para a levar ao fim do mundo se for preciso. Amam-se as pessoas por inteiro, sem regras, sem condições, sem fim.
Na minha realidade o dinheiro é acessório. Mas as atitudes? São essenciais.
Na minha realidade, acredita-se na verdade. Só na verdade.
Dão-se oportunidades. Mas não se repetem.
Perdoa-se, mas não se esquece.
Na minha realidade, o amor não é um jogo. É um facto. É o facto de querermos alguém ao nosso lado para sempre. É o facto de termos a casa cheia de alguém que nos compreende, que nos ouve, que nos abraça, que nos espera, que nos beija, que se preocupa connosco, que sente a nossa falta em todos os momentos, mesmo que estejamos no quarteirão ao lado. É fazer planos. É ter sonhos. É incluir esse alguém em todos. É cair e ter quem nos ampare. É voar e ter quem nos empurre do avião. É viajar, mesmo que sem sair do sitio. É segurar uma mão para nunca mais largar, venha o que vier, venha quem vier.
O que deixa a minha alma leve é fazê-lo em todos os momentos. É tê-lo feito em todos os momentos.
O que me deixa a cabeça pesada é fazê-lo para quem o não merece.
Amo-te,
Mesmo que vazia de ti.
Perdoa-me, mas agora fui ser feliz.
Patrícia Luz
28.08.2016
quarta-feira, agosto 24
Full love
(...) Elas amam por inteiro.
Não amam qualquer um, porque admitem que não é qualquer um que lhes serve.
Não permitem amores pela metade, porque de metades está o mundo cheio. Metades despedaçadas à procura de se despedaçarem completamente.
As mulheres inteligentes são resolvidas o suficiente para não se quererem afundar num poço de indecisões, de incertezas, de pluralidades singulares e desnutridas.
As mulheres inteligentes amam-se a cima de qualquer homem.
Mesmo que se esqueçam disso de vez em quando.
Porque amam por inteiro.
Patrícia Luz
24.08.2016
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