domingo, novembro 20

Brunch Sundays | Hotel Real Marina & Spa *****


Domingo.
O dia em que a chuva alegra os dias, as roupas mais descontraídas são convidadas a sair do armário e comer se torna no meu passatempo favorito, logo a seguir a tirar fotografias.
Creio não ser a única a adoptar este ritual... e é exactamente por isso que não podia deixar de trazer até aqui a experiência onde foi possível misturar tudo isto.





Acordar por volta das onze horas e ter o frigorífico vazio, depois de uma viagem pela madrugada de Lisboa até ao Algarve (sim, tenho mais coisas para vos contar), foi motivo mais que suficiente para ir até Olhão dar uma espreitadela no projecto mais recente do Hotel Real Marina & Spa *****.

É verdade, o Brunch deixou de viver só por terras Lisboetas e veio passar umas férias ao Algarve.









Quem já me acompanha há algum tempo sabe bem o quanto eu gosto de fotografar comida. A verdade é que neste momento nem sei bem por onde começar, se pelo quanto adorei tirar estas fotos se pelo quanto adorei poder comer isto tudo.

Talvez comece pelas entradas.

Eu sou aquela pessoa que se puder almoçar entradas, perfeito. Adoro! E talvez seja essa uma das principais razões pelas quais adoro o brunch. Afinal de contas, o pequeno almoço almoçarado permite-nos isto mesmo.







Quando vi o show cooking de massas e risottos acho que os meus olhos até ficaram mais brilhantes.

Ultimamente o meu prato favorito é risotto. E como há quem não se importasse de comer sushi todos os dias... assim acontece comigo, mas com risotto. 

Escolhi um dos meus preferidos: Risotto de espargos verdes com cogumelos.
Et voilá! Estava óp-ti-mo!












Para quem é louco por doces, ir a este brunch pode tornar-se um crime.
Depois não digam que não avisei.

Desde panquecas deliciosas com muitas variedades de compotas, pastéis de nata, panacota, leite creme, entre muitas outras coisas... a escolha foi a parte mais difícil!







Mal posso esperar que a minha mami me venha visitar para a trazer até cá!
E vocês? Vão ficar a babar para o meu post? :)


Um beijinho,
Pat

20 de Novembro 2016



domingo, novembro 6

| Um país além fronteiras

Ninguém merece emigrar. 
Ninguém merece abandonar tudo o que o faz feliz em busca da (pseudo) qualidade de vida que o seu país nativo não lhe permite viver.

Há pessoas que entram na nossa vida para não nos esquecermos delas.
Um dia, há algum tempo atrás, conheci um rapaz que me disse que tinha de emigrar para Inglaterra.
Tudo seria normal nos dias de hoje em Portugal, se o não fizesse com o olhar translúcido de tristeza e o estômago enrolado num nó cego sem modo de ser desfeito.

O drama dele de abrir a mala e levar meia dúzia de coisas que em nada se comparariam com o lugar onde vive - e que ama-, o colo dos seus pais - que envelhecem de dia para dia-, o cheiro do mar - que lhe faz falta -, os amigos - que eram grandes de mais para caber em qualquer trólei de viagem -, o carro - que comprou com as poupanças desde que nasceu -, a casa - o "lar-doce-lar" inigualável (...) enfim, a essência que o permitia estar vivo todos os dias, ancoravam-no.

"Tinha de emigrar".

Lembro-me dele todas as vezes em que vejo alguém conhecido fazer as malas e embarcar na aventura de procurar o caminho que consideram certo para as suas vidas . Aquele, que o destino não lhe permite em terras lusas.
Corrigindo, aquele que são obrigados a considerar certo, porque as soluções escasseiam em terras lusas.

Na minha família ninguém emigrou.
Mas agora é como se tivesse emigrado. A maioria - longe - deixa saudades que vão daqui até à China, mas que, com algum esforço, são possíveis de matar em poucas horas (e gastando alguns euros). Não emigraram. Foram só para onde são mais felizes.

Agora eles? Eles, não.

Eles foram escorraçados do país que os viu nascer em busca de um lugar que lhes permite (sobre)viver, na sombra da solidão de não terem nada mais do que eles próprios, um ao outro, em quatro paredes longínquas, onde a língua é diferente, o clima rigoroso e os costumes também.

As férias em Portugal permitem-lhes visitar os irmãos, filhos e netos, alguns que permanecem sem ver durante anos.
Como é possível viver anos sem ver o sorriso daqueles que criámos? Sem o seu abraço e carinho? Sem acompanhar o crescimento de uns e o envelhecimento de outros? As suas lutas diárias. Alegrias, tristezas ... vitórias.

Ninguém merece emigrar porque tem que ser.

Ninguém merece envelhecer sozinho. Ninguém merece a saudade obrigada. O fazer das malas com limite de vida. A despedida sofrida de tudo e de todos os que ama, porque tem que ser.

Vejo todos os dias amigos meus ancorados num país que lhes corta o destino porque valorizam o que todos deveriam ter o direito de valorizar.

No outro dia despedi-me d'Eles.
Não sabem quando voltam.

O tempo não pára ...
Por cá, os netos vão crescendo, os irmãos envelhecendo, os filhos amadurecendo. Os momentos escapando aos olhos longínquos e as emoções aos corações que não podem sentir o que a vida preparou para lhes dar.

Talvez um dia... as portas deste país se abram, para que possam ficar.
Até lá, resta-lhes a dor de partir.
E a nós, que por cá ficamos, as saudades de os vermos voltar.


Patrícia Luz
6 de Novembro de 2016



país


domingo, outubro 30

Mini-Férias | Évora

"O Alentejo é um mar de planícies, mas o mar que aqui se respira e nos hipnotiza é um mar de céu, um m'ar de estrelas, um M'Ar de AR"

Para quem me segue no instagram sabe que estive de mini-férias há duas semanas e meia atrás. Apesar de atrasado, não poderia deixar de fazer este post. Não só pelo quanto fui feliz, mas especialmente por adorar o alentejo em todas as suas vertentes. 

Mais uma vez, fui para fora cá dentro. Desta vez foi Évora o destino. 
E o Hotel M'Ar de Ar Muralhas a nossa casa. 








Durante estes dias as únicas condições foram não ter horários, não ter regras, relaxar, comer bem, passear e desfrutar tudo o que podíamos. Não houve roteiro turístico, não houve planos, não houve restaurantes pré escolhidos, nem nada que se parecesse .. fomos só ser felizes. 

Sabem, às vezes é preciso só isto. Ir e ser feliz. 






Não tivemos a maior sorte do mundo. Mas até isso deu o ar da sua graça aos nossos dias. 
Durante este tempo conseguimos viver as quatro estações do ano. Afinal de contas, estamos em Outubro e não há milagres.

Para terem ideia acordámos com nevoeiro cerrado, tomámos o pequeno almoço e voltámos a dormir. Acordámos com sol e fizemos piscina. Fomos jantar e voltámos a dançar debaixo de chuva. Ha lá coisa melhor?



Em relação aos restaurantes que frequentámos, gostaria de destacar o Restaurante São Luís, localizado próximo da praça do Giraldo, onde não podíamos ter comido outra coisa senão.. adivinhem .. comida regional alentejana, claro! 
Óptimo, óptimo, óptimo! 

Simples, comida deliciosa, serviço atencioso e simpático e, ainda, decorado à boa maneira rústica alentejana. Já nem vamos falar do vinho... 

Adivinhem de quem foi a escolha?



De seguida, continuamos a noite num pequeno bar muito giro numa das transversais à praça do Giraldo. A oficina. 
É caso para dizer que... fomos mudar o óleo, eheh! 



Évora é uma cidade imponente que todos deveriam visitar.
Além de respirar história por todo o lado, é bom reviver a áurea estudantil que paira pelas ruas transportada nas capas pretas que andam com os estudantes para todo o lado. 
As vozes do cante entoam nas paredes vindas de algumas casas. E os turistas desvendam toda esta mística de mapas em punho. 

Foram dias muito bem passados. Mal posso esperar por voltar! 
E voçês já tem planos para os próximos passeios? Mal posso esperar para vos contar os meus! 

Patrícia Luz
30 de Outubro 2016