sábado, dezembro 3

Roma | Da noite para o dia




E foi exactamente esta a primeira foto da nossa viagem. 
Inconfundível como é o coliseu, tinha de servir de postal de visita ao meu primeiro post. 
Escusado será dizer qual o destino escolhido. 


Há algum tempo que tinha curiosidade em conhecer Roma, há outro tanto que andava a fazer pesquisas constantes para encontrar o vôo ideal. Primeiro porque toda a gente que conheço e que já tinha ido, me falava super bem do destino, depois, porque é capital de Itália e claro porque eu adoro pizzaaaa! 

Juntando o útil ao agradável, era o meu aniversário.
Voilá! Vamos para Roma!



No primeiro dia já chegámos ao final da tarde, como tal acabámos por só aproveitar a noite.
Parecia que tinha sido um dia perdido entre filas de transito, avião e transfers, mas a verdade é que após tomar um bom banho e calçar as minhas sapatilhas, estava pronta para a descoberta!

Roma é uma cidade plana, onde todas as ruas tem um encanto especial.
Monumento atrás de monumento, fomos caminhando. Quando dei por ela já tinha corrido metade da cidade e só tinham passado três horas.


Foros Romanos




Após vermos o coliseu por fora e perdermos algum tempo a contemplar o pôr do sol por entre as janelas impunes viradas para o céu, seguimos pela Via del Fori Imperiali onde começámos a vislumbrar as ruínas dos fóruns antigos do antigo império Romano. Entre eles o foro Di Nerva, foro Di Augusto e Foro Traiano

É neste momento em que parece que saltamos para um livro de história...
Aqueles acontecimentos que parece que apenas existiam no nosso imaginário quando a professora de história do 7º ano nos debitava matéria durante horas, sabem? Passou a estar ali, diante os nossos pés e olhos.



Fazia frio.
As ruas iluminadas cheiravam a pizza e pasta por todo o lado.
As gelatarias de fabrico caseiro, convidavam-nos a entrar só pelo aspecto da montra. Os aquecedores portáteis aqueciam as esplanadas cheias de pessoas. A cidade transpira vida e alma!

Os artistas de rua espalhavam-se por ali.
Enquanto uns pintavam, outros escreviam em cartão. Havia quem cantasse ou quem simplesmente animasse a rua numa espécie de circo ambulante. Rodas gigantes de pessoas paravam para assistir e no final, a maioria tinha um contributo para dar pelos minutos de felicidade estampados nos seus rostos ao assistir ao espectáculo.

Os graffiters trocavam as paredes por telas, onde o coliseu era o tema principal.
Em todo o lado, marroquinos. Cada qual com o seu artigo de mão para impingir a quem passa.

«Selfie Stick?"
« No thanks», talvez a frase mais repetida durante estes dias.



Plaza Navona (em cima)


Piazza di Pietra (em cima)

Outra das coisas fantásticas é que todo o recanto tem um monumento impune! Isso faz com que tudo transpareça história e, consequentemente, nos leve a esgotar todos os cartões de memória possíveis e imagináveis a fotografar tudo e tudo e tudoooo!
Por isso já sabem, se forem a Roma, um dos principais requisitos são baterias e cartões suplentes,

Na Piazza di Pietra ficámos logo no primeiro dia com um bar com muito bom aspecto debaixo de olhos. Mais à frente irei mostrar-vos, pois foi onde comemorámos o meu aniversário.



O panteão foi um dos primeiro monumentos que marcámos no mapa a seguir ao Coliseu. Seja noite ou dia, é um monumento que vale a pena visitar.
Estar perto do panteão dá-nos a sensação de sermos tão pequenos e frágeis. Sensações inexplicáveis por fotografias.


Assim, resumindo, nas nossas primeiras horas em Roma visitámos especialmente:

- Coliseu
- Altare della Patria (Vitorianno)
- Via del Corso
- Panteão
- Plaza Navona
- Fontana di Trevi

Prontos para saber o resto? 😊

Patrícia Luz
03 de Dezembro 2016

domingo, novembro 20

Brunch Sundays | Hotel Real Marina & Spa *****


Domingo.
O dia em que a chuva alegra os dias, as roupas mais descontraídas são convidadas a sair do armário e comer se torna no meu passatempo favorito, logo a seguir a tirar fotografias.
Creio não ser a única a adoptar este ritual... e é exactamente por isso que não podia deixar de trazer até aqui a experiência onde foi possível misturar tudo isto.





Acordar por volta das onze horas e ter o frigorífico vazio, depois de uma viagem pela madrugada de Lisboa até ao Algarve (sim, tenho mais coisas para vos contar), foi motivo mais que suficiente para ir até Olhão dar uma espreitadela no projecto mais recente do Hotel Real Marina & Spa *****.

É verdade, o Brunch deixou de viver só por terras Lisboetas e veio passar umas férias ao Algarve.









Quem já me acompanha há algum tempo sabe bem o quanto eu gosto de fotografar comida. A verdade é que neste momento nem sei bem por onde começar, se pelo quanto adorei tirar estas fotos se pelo quanto adorei poder comer isto tudo.

Talvez comece pelas entradas.

Eu sou aquela pessoa que se puder almoçar entradas, perfeito. Adoro! E talvez seja essa uma das principais razões pelas quais adoro o brunch. Afinal de contas, o pequeno almoço almoçarado permite-nos isto mesmo.







Quando vi o show cooking de massas e risottos acho que os meus olhos até ficaram mais brilhantes.

Ultimamente o meu prato favorito é risotto. E como há quem não se importasse de comer sushi todos os dias... assim acontece comigo, mas com risotto. 

Escolhi um dos meus preferidos: Risotto de espargos verdes com cogumelos.
Et voilá! Estava óp-ti-mo!












Para quem é louco por doces, ir a este brunch pode tornar-se um crime.
Depois não digam que não avisei.

Desde panquecas deliciosas com muitas variedades de compotas, pastéis de nata, panacota, leite creme, entre muitas outras coisas... a escolha foi a parte mais difícil!







Mal posso esperar que a minha mami me venha visitar para a trazer até cá!
E vocês? Vão ficar a babar para o meu post? :)


Um beijinho,
Pat

20 de Novembro 2016



domingo, novembro 6

| Um país além fronteiras

Ninguém merece emigrar. 
Ninguém merece abandonar tudo o que o faz feliz em busca da (pseudo) qualidade de vida que o seu país nativo não lhe permite viver.

Há pessoas que entram na nossa vida para não nos esquecermos delas.
Um dia, há algum tempo atrás, conheci um rapaz que me disse que tinha de emigrar para Inglaterra.
Tudo seria normal nos dias de hoje em Portugal, se o não fizesse com o olhar translúcido de tristeza e o estômago enrolado num nó cego sem modo de ser desfeito.

O drama dele de abrir a mala e levar meia dúzia de coisas que em nada se comparariam com o lugar onde vive - e que ama-, o colo dos seus pais - que envelhecem de dia para dia-, o cheiro do mar - que lhe faz falta -, os amigos - que eram grandes de mais para caber em qualquer trólei de viagem -, o carro - que comprou com as poupanças desde que nasceu -, a casa - o "lar-doce-lar" inigualável (...) enfim, a essência que o permitia estar vivo todos os dias, ancoravam-no.

"Tinha de emigrar".

Lembro-me dele todas as vezes em que vejo alguém conhecido fazer as malas e embarcar na aventura de procurar o caminho que consideram certo para as suas vidas . Aquele, que o destino não lhe permite em terras lusas.
Corrigindo, aquele que são obrigados a considerar certo, porque as soluções escasseiam em terras lusas.

Na minha família ninguém emigrou.
Mas agora é como se tivesse emigrado. A maioria - longe - deixa saudades que vão daqui até à China, mas que, com algum esforço, são possíveis de matar em poucas horas (e gastando alguns euros). Não emigraram. Foram só para onde são mais felizes.

Agora eles? Eles, não.

Eles foram escorraçados do país que os viu nascer em busca de um lugar que lhes permite (sobre)viver, na sombra da solidão de não terem nada mais do que eles próprios, um ao outro, em quatro paredes longínquas, onde a língua é diferente, o clima rigoroso e os costumes também.

As férias em Portugal permitem-lhes visitar os irmãos, filhos e netos, alguns que permanecem sem ver durante anos.
Como é possível viver anos sem ver o sorriso daqueles que criámos? Sem o seu abraço e carinho? Sem acompanhar o crescimento de uns e o envelhecimento de outros? As suas lutas diárias. Alegrias, tristezas ... vitórias.

Ninguém merece emigrar porque tem que ser.

Ninguém merece envelhecer sozinho. Ninguém merece a saudade obrigada. O fazer das malas com limite de vida. A despedida sofrida de tudo e de todos os que ama, porque tem que ser.

Vejo todos os dias amigos meus ancorados num país que lhes corta o destino porque valorizam o que todos deveriam ter o direito de valorizar.

No outro dia despedi-me d'Eles.
Não sabem quando voltam.

O tempo não pára ...
Por cá, os netos vão crescendo, os irmãos envelhecendo, os filhos amadurecendo. Os momentos escapando aos olhos longínquos e as emoções aos corações que não podem sentir o que a vida preparou para lhes dar.

Talvez um dia... as portas deste país se abram, para que possam ficar.
Até lá, resta-lhes a dor de partir.
E a nós, que por cá ficamos, as saudades de os vermos voltar.


Patrícia Luz
6 de Novembro de 2016



país