sábado, fevereiro 16

A Patrícia Cozinha | Pequenos-Almoços

Nada como Sábado para vos deixar ideias de pequenos almoços deliciosos e muito fáceis de fazer. Preparados?

Para começar nada como um bowl de iogurte, frutas, granola e frutos secos.
Para prepararem esta pequena delicia apenas tem de ter convosco o vosso iogurte favorito (ou semelhante), uma fruta, granola e frutos secos.



Desde muito pequena que não sou grande fã de leite. Assim, tento sempre encontrar alternativas ou então adicionar-lhe sabor. Recorro por isso aos iogurtes e, por outro lado, aos batidos de fruta.

O que tenho usado ultimamente em alternativa ao iogurte, é o creme vegetal da marca Alpro. Os sabores de baunilha e manga são os meus favoritos e a cremosidade é muito semelhante à de um iogurte normal. A diferença é que estes são 100% vegetais e isentos de lactose e glúten.

Contudo, também gosto de iogurtes “normais”. O meu favorito é o grego da milbona. Compro-o no Lidl em embalagem de 1 litro e uso-o para batidos, panquecas e bowls. Mas também sou fã de uns que vêm em copinhos de vidro. Esses compro-os no Pingo Doce. E, claro, depois reutilizo os copos.
Para recriarem este bowl apenas necessitam de colocar algumas colheres do vosso “iogurte” favorito numa taça, adicionar a fruta aos pedacinhos e complementar com granola e frutos secos a gosto.
Já agora, a minha granola favorita é a de frutos vermelhos que se vende no jumbo, a granel.



Logo de seguida, uma tapioca.
Não há coisa mais fácil do que fazer uma tapioca. E além de ser óptima ao pequeno almoço, vocês podem adequá-la a uma série de outras refeições. Uso-a também para complementar um bom prato de sopa, de vez em quando.
Eu uso a tapioca hidratada “Da terrinha”. Compro-a no Pingo doce na zona Bio (custa cerca de 3,89€).
Para fazerem este pequeno almoço apenas precisam de uma embalagem de tapioca “Da Terrinha”, uma frigideira anti aderente e o vosso recheio a gosto que, no meu caso, foi ovo mexido. Ah! Para acompanhar fiz um sumo de toranja (sumo de 1 toranja + água).

Modo de preparação:
Aquecer a frigideira em lume brando, colocar o pozinho da tapioca espalhado na frigideira (cerca de 100 gramas – depende do tamanho da frigideira) e esperar. Logo que as pontinhas da tapioca dêem para descolar, está pronta a virar. Aguardar mais um pouco e voilà! 
Numa frigideira à parte, mexer os ovos e adicionar à tapioca.




E porque as bowls podem ser criativas, nada como realizá-las dentro da própria fruta. As minhas frutas favoritas são a papaia e a meloa (cor de laranja).
Basta cortarem a fruta a metade e adicionarem os conteúdos que mais gostam.
Neste caso foi creme Alpro de baunilha, com granola de frutos vermelhos e amendoas. Mnhami!



E porque a moda das coisas saudáveis com bom aspecto, anda por aí, nada como vos deixar a receita de uma panqueca de aveia. Fácil, barata e deliciosa quando conjugada com os ingredientes certos.

Para prepararem esta panqueca apenas precisam de flocos de aveia e água. É isso mesmo que acabaram de ler... aveia e água!

Modo de preparo:
Num liquidificador, colocar 4/5 colheres de sopa de flocos de aveia e adicionar um pouco de água. Misturar até conseguir uma textura homogénea.
Colocar a mistura numa frigideira anti aderente, pré aquecida em lume brando, e aguardar até parecer estar cozinhada de um dos lados. Depois basta virar, esperar mais um pouco e tchana!!

É só barrar com aquilo que mais gostarem!

Deixo-vos 3 sugestões:
- Mel, banana e canela;
- Manteiga de amendoim;
- Manteiga de amendoim e morangos.



E porque não podia deixar de fora uma das minhas conjugações preferidas, aqui fica: ovo estrelado em óleo de coco com abacate e frutos secos. Ommg! Quem mais é louco por abacate?
Esta opção não tem ciência nenhuma!

Digam-me... qual destes pequenos almoços gostam mais?

Beijocas
PAT

quarta-feira, janeiro 16

Costa Vicentina | Cores&Sabores




Não há duas sem três, nem dez sem vinte. E eu já perdi a conta às visitas que fiz à costa vicentina.
Não sei quantas vezes encho o peito de ar para dizer orgulhosamente que tenho um paizão com origens lá, que me permitem ser, desta forma, fabrico 50% Alentejano "by Costa Vicentina".
É o meu lugar-luz. 
Luz porque é de lá que vem a origem do meu nome. Lugar-luz porque me enche a alma com os seus aromas, sabores e as minhas cores, sem dúvida, favoritas.  

Actualmente, conheço-a como a palma da minha mão, não fosse a minha zona preferida do país para fazer praia. De São Torpes ao Burgau, é rara aquela que não teve os meus pezinhos lá bem afincados.  E por isso vim trazer-vos algumas delas como sugestão para uma mini road trip de fim de semana.  






No meu último passeio tirei algumas fotos para vocês, especialmente porque agora no inverno as praias têm um encanto muito especial. As águas continuam translúcidas e, sem ninguém por perto, transmitem a paz que pensamos não existir na Terra. Óptimo para um passeio de forma a apalpar terreno e ficarem já a saber onde vão estender a vossa toalhinha quando o tempo aquecer. 

Para quem vem do sul, aconselho-vos a começar a vossa paragem na praia da Arrifana, posteriormente no Monte Clérigo e só depois seguirem este mini roteiro. Para aqueles que viajam em jipes e carrinhas com tracção às quatro rodas, uma paragenzinha na Ponta da Agulha, nunca fez mal a ninguém - vão por mim.

Nas quatro fotos acima, a praia de Odeceixe. A qual por que já passei mais vezes e demorei mais tempo a conhecer. Para mim, ideal para famílias. Dá para todos os gostos: com ondas para quem gosta de fazer um surf ou simplesmente detesta aquele caldinho que mais faz lembrar que estamos na banheira de casa, piscinas naturais junto às pedras para quem gosta de se envolver mais com a natureza, lagos naturais de areia lisa para quem não gosta de grandes aventuras, água salgada para almas salgadas, água doce para almas doces, rio para quem não gosta de mar e mar para quem não gosta de rio. Ah! sem esquecer um areal a perder de vista para quem não gosta de comer a areia do vizinho do lado às colheres, quando este decide sacudir a toalha sem dó nem piedade.    


E porque nesta altura a fome já vai apertar, não fosse o mar um óptimo abre apetites, aconselho-vos um pequeno desvio na Azenha do Mar. Para os mais afortunados existe um restaurante que faz as maravilhas de todos pelo que nos conta o Tripadvisor, "A azenha do Mar". Contudo, as últimas vezes que lá fui tive sempre o azar de, em bom português, levar com a porta na cara e, meus amigos, foi  exatamente assim que conheci o "Café Palhinhas". 

Ainda não era meio dia. Por lá, andava um grupo de pescadores que não tinha ido à faina, pois já dizia o ditado: "gaivotas em terra, tempestade no mar".  Aguardando ansiosamente aquela cerveja média pré almoço, que todos aqueles que acordam bem cedo sabem o quão bem sabe, agradeciam o sol na esplanada virados para o mar neste pequeno café, de poucos luxos, mas de muito encanto.  

Recomendo-o a todos aqueles que querem saborear um bom petisco, num lugar cheio de boas energias. Onde os gatos vos circulam debaixo dos pés, a música é o barulho do mar, a luz é a do sol ... e os sabores, mnhaaaam! são os originais. 

Recomendo-vos umas belas pataniscas de polvo, este camarãozinho, uma saladinha de polvo, acompanhado do melhor pão do país acabadinho de cozer e um belo vinho branco. 





Depois, nada como ir conhecer a praia do carvalhal. Mas pelo caminho, encostar o carro à beira da estrada e perder algum tempo a observar os animais de uma quintinha que existe antes mesmo de descerem até lá, não é nada mal pensado. Desde zebras, cavalos, veados que não são veados e bambis que não são bambis - ainda não lhes descobri a espécie, ahah -, búfalos e cavalos... 
Perder algum tempo por lá vai valer a pena, especialmente se se fizerem acompanhar de miúdos e graúdos. Vai certamente fazer as delicias dos mais novos. Pelo menos, as minhas, fez!




E porque seria impossível passar por estas paredes tornando-as indiferentes, especialmente para quem quase nasceu a ouvir a icónica Amália Rodrigues, é obvio que não só elas, mas como a praia cuja lhe deu nome, não podem deixar de receber a vossa visita. 

As paredes porque são arte pura, independentemente de gostarem ou não de fado, gostarem ou não da Amália. Cada traço revela a certeza de que quem o fez, o fez muito bem (já agora, deixo a referência "smile_artist_official"); a praia, porque é um segredo guardado na costa vicentina. Recomendo apenas aos amantes da natureza a lá irem, porque os restantes? Não fazem falta nenhuma num recanto como este. Por entre tunéis de arvoredo, pequenos riachos e algumas escadarias improvisadas, é possível chegar ao areal ou só mesmo disfrutar da vista que vos mostro abaixo.




E porque o azul não fica por aqui, depois de fazerem a natural paragem na pequena vila da Zambujeira do Mar, não percam o final de tarde no Cabo Sardão. Lá, podem ler algumas das páginas daquele livro que vos acompanha para todo o lado mas que ainda não teve a vossa devida atenção. Sentem-se um pouco e inspirem o cheiro deste bocado de terra à beira mar plantado.

Por vezes parar, sabe tão bem! Este é o sitio ideal para o fazerem.



             

E porque um dia vos vai saber a pouco, pois há muitos mais lugares para disfrutarem, nada como passarem uma noite no Alentejo. 
E a minha recomendação nesta zona, uma vez que agora os dias são pequeninos e anoitece cedo, é rumarem até ao Zmar (poderão ver o meu post anterior para saberem mais, aqui). 
Caso queiram subir um pouco mais, aconselho irem até Vila Nova de Milfontes e pernoitarem no Hotel Dunas Park Beach Club (em breve espero ter novidades para vocês).



E porque nas cozinhas dos bungalows do Zmar é possível preparar refeições rápidas, simples e boas, deixo-vos a receita desta minha salada maravilhosa. Assim, poderão levar convosco os ingredientes já preparados e voilá, disfrutarem da vossa estadia sem gastarem uns euros adicionais no jantar.

INGREDIENTES:

- Mix de alface frisada (Vitacress - sabiam que as estufas da vitacress são mesmo pertinho do Zmar? Assim até sabe bem comer esta alface!)
- 1 Abacate
- 1 Manga
- 1 Embalagem de cruttons com sabor a alho e salsa (Pingo doce)
- 1/2Kg Camarão cozido descascado
- Queijo parmesão (a gosto)
- Tomate Cherry
- 3 pimentas q.b
- sal q.b
- Molho Vinagrete 

Voilà!



Se fizerem este percurso identifiquem-me nos vossos stories com @vaificartudobeem. Quero saber tudo!!

Bons passeios e até breve, 
Pat 

quarta-feira, janeiro 9

ZMAR Eco Experience | Quem vai voltar?



 Melhor do que crescer no campo, é poder relembrar todas essas aventuras num outro lugar como se nos sentissemos em casa. Foi exatamente isso que senti, quando a cancela da portaria do ZMAR se fechou e deixámos aqueles 80 héctares para trás das costas. 

Quando era pequena, tive o previlégio de crescer com os pés na terra. Diáriamente, a par e passo com o meu avô na sua pequena horta e, nas férias, no restolho sem fim à vista das planícies do Alentejo. 
É impossível esquecer os dias em que semeava pinheiros em frasquinhos de iogurte - que na nossa casa eram reciclados para esse efeito - para depois serem transplantados para a terra, ou aqueles em que acabávamos o final de tarde com um passeio de bicicleta pelos caminhos de terra batida, onde só os tratores chegavam para alimentar as vaquinhas que, tão ansiosamente, aguardavam assim, a sua última palha do dia. 

Inesquecíveis também, são os banhos de mangueira, de água aquecida pelo sol, depois de uma manhã de praia; muito menos aquele peixinho acabádo de recolher na lota do Porto de Sines a saltar-nos grelhado para a mesa.   

E as estrelas? Só quem já se deitou à noite num fardo de palha a contemplar o céu do Alentejo, entenderá. Já vos tinha falado sobre isto neste meu outro post. 


    

O ZMAR é um pouco disto tudo. Mas numa casa diferente. É uma casa maior, muito maior. 
É uma casa onde cabemos todos nós. Todos aqueles que o visitam.

É um lugar de paz.  É um lugar de pessoas que a procuram. E que ali a encontram. 
É um lugar de famílias. Ou de quem sonha ter uma. 
É um lugar de pessoas com Atitude que Transforma. De pessoas que se preocupam com o futuro do mundo. Económica, ambiental e socialmente falando.   

E eu não podia gostar mais disto. Quem me conhece, sabe... Eu não podia gostar mais disto! 


 Pequenas casinhas de madeira com o essencial para um fim de semana (ou férias) em cheio, fazem-nos sonhar como seria viver num pequeno mundo não consumista, cheio de pessoas despidas de valores supérfluos, que valorizam apenas o que é invisível aos olhos. 

O cheiro a madeira, o cheiro a relva molhada, o cheiro a animais no seu habitat natural. A geada a esbranquiçar a relva pela manhã. O silêncio. O silêncio roubado pelo palrear dos pássaros, pelo zurrar dos burros, pelo cantar dos galos ou cacarejar das galinhas. O poder da luz de um pôr de sol na enseada. O cheiro a maresia. O calor de inverno depois de almoço. O frio depois de jantar. A casinha na árvore que sempre sonhámos ter quando eramos crianças. Os caminhos que pedem roupas velhas, para sujar. Para sentar no chão, rebolar na relva, ou abraçar um gato desconhecido que vos pede mimo.       

A Natureza no seu esplendor.  



Também podemos falar de comida. 

Como Hoteleira que sou, sei que comer em hotéis nem sempre nos surpreende. Mas eu tenho que dizer que o ZMAR me surpreendeu muito pela positiva!!! Talvez porque, como vos disse, não chamamos a isto hotel... podemos chamar com toda a certeza: Casa.

Consigo guardar o paladar daquelas lulinhas grelhadas ao jantar, daquele sumo de laranja acabado de espremer e daquela batata doceeeeeeeeeeee... que tanto me lembrou as que apanhava com o meu avô na sua horta. 
Aqui, os sabores sabem a original. Aos que me ensinaram ser, "os verdadeiros sabores originais".
E isto, para pessoas como eu, que adoram comer, não há dinheiro nenhum que pague.
Para mim, acrescentou muito valor a este lugar-luz. 



 Barriguinha cheia, nada como um passeio a respirar ar puro.
Aquele que já pouco se respira, sabem?


Foi assim que acabámos a conhecer os animais da quinta pedagógica.

Pelo caminho até lá, fiz amizade com um gatinho muito friendly que se encaracolou nas minhas pernas. Fez-me ter saudades do meu.

Amor. Acho que numa palavra, só consigo descrever assim o que se fica a sentir por todos estes bichinhos fofos.
É bom perceber que tão perto de nós, eles também se podem sentir felizes e fazer-nos igualmente a nós.

Por lá, várias crianças estavam em extâse. Poderem fazer-lhes festinhas e dar-lhes comida na boca, fez com que distinguissem ovelhas de cabras, araras de papagaios, burros de cavalos e pudéssem voltar a casa com a certeza que, talvez um dia, possam tornar-se veterinários.
 É bom este misto de sentimento, não é?


 

 Eu cá apaixonei-me pelos burritos. Acho um animal tão amoroso. Aquele olhar triste, mas simultâneamente aquelas orelhas grandes quase até aos céus. Passámos algum tempo a dar-lhes algumas bolotas que apanhámos no chão, no caminho até lá. Passados alguns minutos de festas e paparoca, parecia que nos conheciamos há muito tempo. 

E este retrato ficou um máximo depois ter dito que iamos tirar uma foto para a posteridade. Puseram-se em fila, quase como que entendessem!



As cores. 

Cada fase do dia tem as suas. Relembro as minhas favoritas: as douradas.

Esta foto foi tirada logo quando chegámos e decidimos aproveitar o final de tarde na piscina de ondas aquecida. Lá, em pleno Janeiro, é possível ver o sol baixar, raiando as janelas, até se pôr lá ao longe, lá no mar. O ambiente quentinho que se faz sentir tendo em conta o frio lá fóra, faz-nos quase voar para um sítio paradísiaco, enquanto miúdos e graúdos nos vão salpicando com os seus mergulhos felizes nas ondas momentâneas que ali são provocadas. 


E porque há trabalhos que não nos largam nem ao fim de semana e por vezes precisamos aproveitar estes pequenos paraísos com o computador na bagageira do carro, para mal de todos os nossos pecados, não se apoquentem. Existe uma sala perfeita para enviar aquele email que ficou pendente, enquanto todos os seus companheiros de viagem jogam ping pong ou vêem um pouco de televisão após o jantar! 
Acredite que tudo parece sair com maior brio enviado a partir daqui. Por isso, não tem desculpas para não fazer a mala e partir de onde quer que esteja. 




Não podia deixar de vos contar, que no meu dia-a-dia, sou assistente de Qualidade & Projectos de um grupo hoteleiro português e que uma das nossas missões e responsabilidades é presarmos cada vez mais pela responsabilidade social e ambiental de todos os nossos colaboradores e clientes.

 Poder inspirar-me neste modelo de negócio foi sem dúvida um óptimo reiniciar de ano.
Trazer um bocadinho dele para o meu dia-a-dia, para a minha casa e para os meus, é com toda a certeza a confirmação de que esta é uma verdadeira "Eco Experience".

Eu vou voltar já este fim de semana e vocês, de que estão à espera?





 Um beijinho,
PAT