domingo, novembro 15

Portugal? sim, com certeza.

Quis começar este texto assim para vos lembrar como me orgulho de passar férias no meu país e sentir que fui ao outro lado do mundo e voltei. 

Há poucas semanas atrás abri todos os sites de voos lowcost possíveis e imaginários. Eu ia viajar seja lá pra onde fosse, quando um vôo de apenas dezanove euros me saltou à vista e decidiu o meu destino. 

Açores.

Foi assim que em duas horas dei um pulinho de Lisboa a São Miguel e me pus à descoberta da "Amazónia portuguesa". 

O primeiro site que abri na booking, obrigou-me a reservar o sitio onde pernoitar durante duas noites. E quando digo obrigou-me... é mesmo o real sentido da palavra. Foi amor à primeira vista. Foi o "eu-quero-ir-para-aqui-dê-por-onde-der". E foi assim que liguei ao Miguel. Ainda nem tinha os vôos e já queria uma cama. Estava decidido: O Azores Urban Lodge tinha que gramar comigo. 

Daqui em diante, são vivências de apenas dois dias de viagem. 


 Quarto do Bigode 

Desde a primeira chamada telefónica e emails trocados, o Miguel foi impecável. Sem ele seria impensável ter visitado todos os lugares magníficos que visitei, provar a comida maravilhosa que comi, pelo menos em apenas dois dias. 
Assim que cheguei ao hostel, além de estar tudo preparado à nossa espera, inclusivé um carro, o Miguel tinha preparado um mapa com todos os atrativos da ilha! Espectacular! Recomendo! 

E assim começou a nossa aventura. 





Começamos por visitar  o Hotel Monte Palace, um enorme edificio entregue à natureza e ao abandono humano, que constituí o melhor miradouro para a Lagoa das sete cidades - considerada uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal. Além de assustador, este hotel concede-nos a melhor vista possível para a lagoa das varandas dos antigos quartos localizados no último piso (1ª foto). 
De seguida descemos até ao nível da água e almoçamos num pequeno restaurante chamado "Lagoa Azul". Simples e singelo, com um buffet diversificado, onde a maioria das pessoas da terra almoça. Em relação à comida... hummm... óptima! E o preço? Apenas onze euros por pessoa, com café e fruta - ananás de são Miguel, claro!




Rumámos de seguida à Lagoa do Fogo. 
É incrivel como ao descer a encosta das sete-cidades em direcção a Ponta Delgada é possível visualizar ambas as estremidades da ilha, bem como, uma paisagem tão diversificada composta por pinheiros altos nas encostas escarpadas e prados ao longe divididos por sebes naturais onde às vacas malhadas pastam à sua vontade. 

Em relação à Lagoa do Fogo, não há palavras. 
Para lá chegarmos, são 950 metros de altitude de curvas e contra-curvas onde a pressão nos entope os ouvidos... mas quando lá chegamos, a vista, a energia e o mistério deste lugar é inexplicável e tudo compensa. Foi das lagoas que mais gostei, sem dúvida!









E claro está, não podiamos ter perdido a oportunidade para fazer uma paragem na Caldeira Velha. 
Talvez o melhor da viagem!!!!

Foi na caldeira velha que tomamos o nosso primeiro banho termal. 
É fantástica a sensação de estarmos em pleno mês de Novembro, no meio de um bosque cheio de vegetação selvagem à nossa volta, o ar humido e uma cascata a romper na encosta com água a 30 graus onde podemos tomar banho!!!! É indescritivel! 

E para quem acha a água fria, ainda é possível ir a outra piscina com água a rondar os 40 graus. 

Adorei! Adorei! Adorei... não fosse eu louca por água! 




No final do primeiro dia, ainda tivémos tempo de dar um pulinho à Ribeira Grande. 
Lá, esta impunente igreja chamou a minha atenção. 
É engraçado como a pedra está presente na maioria dos monumentos da ilha, chamando-nos sempre à lembrança o vulcanismo existente na região. 

Aqui aproveitámos ainda para visitar a lojinha da Senhora do Capote e provar alguns licores regionais. Eu adorei o de arroz doce... mas o mais premiado é o de maracujá. Claro que trouxemos umas amostras para a familia e amigos. 






Por fim, regressámos a ponta Delgada. Após um bom duche para retirar o enxofre que sobrava no corpo e relaxar um pouco do dia, fomos jantar À "TASCA". Lá optámos por uma tábua dos famosos queijos da ilha e pelo polvo à tasqueiro. Mnhamii!!
E para dormir melhor, um licorzinho tradicional e um jogo 4x4 no bar do primeiro andar.  

 E porque no dia seguinte havia mais mil e uma coisas para ver... nada como deitar cedo, para cedo erguer. 

Assim chegou ao fim o primeiro dia de viagem. 
Amanhã conto-vos o resto. Vão querer perder?

Um beijinho, 

Pat


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sexta-feira, outubro 30

29.10.2015


«É curioso ver que quase todos os homens de grande valor têm maneiras simples; e que quase sempre as maneiras simples são tomadas como indício de pouco valor.» 
E o valor que tu tens. 


Simples. É ele.

Se me pedissem que o descrevesse com uma só palavra era assim que o descreveria. Mas se pedissem mais, dir-vos-ia que tem um coração de ouro. 

Não são precisas muitas palavras para descrever pessoas boas. 

Conheci-o nas adversidades desde verão, onde o Algarve se resume à escravatura dos que por cá se tentam safar para o resto do ano, às custas dos engravatados que despem o fato por uns dias e nos cospem no prato. 
Em cada cem pessoas, conhecemos uma mão cheia delas, civilizadas o suficiente para reconhecerem o nosso trabalho, o nosso esforço, a nossa dedicação quando as horas de trabalho não passam e as de sono voam. Educadas o suficiente para nos estender a mão e dizerem obrigado... que por aqui se entende em deixar uns trocos a mais no bolso, ou no pote geral do sitio onde trabalhamos, para ser repartido por todos.

Conheci-o, assim, na azáfama das noites rodopiantes de um bar. Onde trabalhávamos juntos, mas cada um para seu lado, pois quase não tinhamos tempo de olhar uns pros outros. 
Formigas. Eramos formigas em plena época alta.

Mas para tudo o que corria mal, havia(m) ele(s). Para todas as dores nos pés, para todas as vezes em que pensámos trocar aquelas horas pela nossa cama, havia o sorriso dele no final. 

O sorriso dele... 

O quanto me alegrou o sorriso dele em tantos dias. Em dias maus, em dias tristes. Em dias em que estava doente. Em tantos dias.  

Vejo-o agora partir. 

Há pessoas que se cruzam no nosso caminho para nos mostrar a importância das pequenas coisas. Para nos fazer ver o quanto somos ingratos tantas vezes. Como há tanta coisa à nossa volta a que devemos dar valor e não damos, porque as temos sem saber... e quase nunca nos importamos. Um beijo, um abraço, um bom dia pela manhã. O colo quando estamos doentes, o dinheiro de alguém quando estamos falidos, ... a familia, a palavra, a preocupação. O jantar na mesa, o copo de vinho. 
Ele tinha pouco. Quase nada. 
Mas tinha coração. Era humilde. E acima de tudo... honesto.

Nunca me irei esquecer! 

Nunca me irei esquecer... do que me ensinaste sem saberes. 

Até breve, 
Vamos ter saudades tuas.

Um beijo, 

Pat. 





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terça-feira, outubro 13

This shit makes me really happy!














This shit makes me really happy!

Brindar-vos com estas imagens é oferecer a minha paz interior de bandeja. O verão já foi e nem dei por  ele passar. Meteu a sexta e eu em ponto morto o tempo todo, sem dar por ela.
Felizmente o Algarve deixa-nos vivê-lo durante mais tempo. 

É Outubro e o sol brilha a ponto de me deixar mergulhar de bikini. Os areais desertos oferecem-nos o silêncio das vozes que já voltaram à sua terra, aos seus trabalhos, à azáfama dos seus dias. A água translucida e quente, permite-nos ver os peixes em cardume a fugir da marcha à ré do barco que nos leva ao paraíso. 

Os ventos sopram a favor. 
Tudo aqui sabe melhor.

Patrícia Luz
13 de Outubro de 2015 


Obrigada Passeios da Ria Formosa, vocês são top e isto foi inesquecivel!
As minhas primeiras fotos favoritas com a minha Go Pro!!!!


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