quarta-feira, janeiro 9

Pingos da chuva


A noite já vai longa. Faz frio lá fora. Os pingos da chuva batem na persiana daquele quarto, que é nosso por uns dias. Por entre as gretas da janela sinto a aragem gélida da serra acompanhada do lusco fusco das luzes da rua, que entretanto se apagam por ser quase dia. A música ecoa nas ruas, dia e noite. Dormes que nem um anjo. Que bom que é poder ficar toda a noite a olhar para ti, enroscado no pijama que me ofereceste no natal do ano passado, sentir respirar-te fundo junto do meu ouvido ou sentir os teus beijos a meio da noite, sem que te lembres deles. Isso é amor. Isso é amor puro. É não me importar de ter os pés frios, por ter o coração quente. É ter um porto seguro e certo ao meu lado noite e dia. É acordar de manhã enrolada num abraço com um «Bom dia amor»O que poderá ser melhor que ter ao nosso lado quem nos faz bem?


Depois da tempestade vem a bonança

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